Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Olá! Bom dia, boa tarde, boa noite! Acabei de voltar de Nova York e é sempre muito bom. Faz a gente ver o mundo de outra maneira, abre os horizontes. Por lá, saí do roteiro mais tradicional dos museus desta vez e acabei descobrindo algumas das coisas mais lindas que já vi nos últimos tempos. Play no vídeo para conferir e depois quero saber o que você achou pelos comentários.

Um resumo fotográfico da minha viagem para Londres, um dos meus destinos preferidos.

Good morning, London! Back to reality after two days of partying... And what a reality: the Queen's guards. Only at #MandarinOriental ! Thank you #xmartviaja ! #mo_hydepark #glamurama #joycepascowitch

Good morning, London! Back to reality after two days of partying… And what a reality: the Queen’s guards. Only at #MandarinOriental ! Thank you #xmartviaja ! #mo_hydepark #glamurama #joycepascowitch

Oh Sunday in London... On our way to Columbia road. #joycepascowitch #glamurama

Oh Sunday in London… On our way to Columbia road. #joycepascowitch #glamurama

Breakfast with a view. #glamurama #joycepascowitch #MandarinOriental #mo_hydepark #xmartviaja

Breakfast with a view. #glamurama #joycepascowitch #MandarinOriental #mo_hydepark #xmartviaja

Oh London.... Hyde Park. Spring! #glamurama #joycepascowitch

Oh London…. Hyde Park. Spring! #glamurama #joycepascowitch

Cherry blossom. Sakura. London! #glamurama #joycepascowitch Primavera começando a dar o ar da graça...

Cherry blossom. Sakura. London! #glamurama #joycepascowitch Primavera começando a dar o ar da graça…

Oh Ottolenghi... #London #glamurama #joycepascowitch

Oh Ottolenghi… #London #glamurama #joycepascowitch

The best girlie drink: Mademoiselle Joyce! Thank you so much #MandarinOriental #mo_hydepark just loved it! amei ! #glamurama #xmartviaja #joycepascowitch

The best girlie drink: Mademoiselle Joyce! Thank you so much #MandarinOriental #mo_hydepark just loved it! amei ! #glamurama #xmartviaja #joycepascowitch

 

O ano mal começou, e as coisas ficaram muito feias pro meu lado. Perdemos, minha família e eu, um funcionário querido que trabalhava há 30 anos na casa de minha mãe, o Nivaldo. Cozinheiro de mão cheia e ser humano de primeira. Foi atropelado e não resistiu. Ele nos faz muita falta. Muita. Antes disso, perto do Natal, minha farmacêutica querida, da Weleda perto da minha casa, com quem eu tinha uma relação próxima, também morreu, do coração. Bel já está fazendo falta. E foi assim que meu ano começou. Mas talvez por merecimento, acredito, minha vida deu uma guinada, e graças a uma amiga querida, fui parar no Vietnã. A viagem, maravilhosa, foi com um grupo de amigos. No total éramos nove, e incluiu Laos, Cambodja e norte da Tailândia, no Golden Triangle, como eles chamam o pedaço onde se plantava ópio, do ladinho de Myanmar. Não sei se foi o grupo, afinadíssimo e divertidíssimo, ou esses lugares encantados, ou tudo junto, mas o fato é que posso dizer que essa se transformou na melhor viagem da minha vida. E eu também, acho, me transformei numa coisa que ainda não entendi direito: tô mais calma, mais tranquila, mais feliz. A sensação de imensidão, de sair daqui, passar por Veneza e desembarcar em Hanói mexeu com minhas raízes, com as estruturas. Tirou minhas carcaças e me deixou leve e solta. No Laos, me senti hippie, na vibe dos monges budistas que acompanhei às 5 da manhã – isso depois de dormir uma noite num barco em Halong Bay, talvez o lugar mais bonito do mundo. Depois, foi Siem Reap, Cambodja, que me pegou: amei as pessoas, a vegetação, as ruínas e, de novo, a vibe incrível e a alegria. O ponto final foi uma reserva de elefantes no norte da Tailândia, perto de Chiam Rai, onde a gente dormiu em tendas –luxuosas, bem entendido, assim como os hotéis da rede Aman onde nos hospedamos no Laos e Cambodja, uma loucura. Voltei encantada, feliz. Cheia de energia. E certa de que tem muito mais entre o céu e a terra do que pensa nossa vã filosofia.

Shalom, Salam. Em Israel é tudo meio a meio: meio árabe, meio judeu. Meio frio e meio calor. Mas que experiência… Hoje a coisa ficou mais louca: com vôos diretos – El Al, 14 horas, às vezes 13 -, a experiência de sair do Brasil, país tropical, e desembarcar depois de um jantar, dormir e um café da manhã, em Tel Aviv se tornou mais absurda. Simples também, mas desembarcar no Oriente Médio em um piscar de olhos praticamente nunca é, na verdade, uma coisa muito simples. É, no mínimo, muito simbólica. Um momento único. Pois bem: eu fiz isso. Fui, passei três dias em Jersualém e voltei, tudo tão forte e profundo que não consegui nem escrever de lá. Preferir deixar a poeira assentar…e cá estou eu. Essa viagem no tempo aconteceu a convite de um hotel de Jerusalém, o Mamilla, que existe há um ano e é único por vários motivos: pela localização, pela construção e pelo requinte dos detalhes, decoração e serviços. Tudo muito lindo, tudo muito especial. Mas a verdade é que desembarcar no aeroporto Ben Gurion, que fica em Tel Aviv, já é em si algo de muito especial. Israel é um lugar diferente. Polêmico. Suado, batalhado. As pessoas que moram lá são muito orgulhosas disso. A gente sente algo diferente no ar. As árvores de tâmaras, as pedras da cidade velha em Jerusalém, os religiosos andando nas ruas misturados com freiras, evangélicos e muçulmanos: de tudo um pouco, de tudo muito. Não foi a primeira vez que fui, mas garanto: o impacto continua grande. A gente tem muito a aprender. A observar em volta. Voltei para São Paulo remexida. Mas não é para isso, afinal, que as verdadeiras viagens servem?

Mais uma ausência, que espero, traga suas compensações: fui passar cinco dias em Nova York, em pleno verão. Tudo fervia, inclusive a cidade, cheia de turistas não só do mundo todo, mas também de lá mesmo, dos Estados Unidos. Uma mostra incrível da mineira Rivane Neuenschwander, no New Museum, no Bowery. Um filme muito interessante, que mostra bem as agruras dos tempos modernos: um casal gay, duas mulheres, cujos dois filhos foram concebidos por meio de um doador de esperma anônimo. Daí que as crianças resolvem ir atrás do pai… e daí que o pai é um cara superbacana, que se envolve com os filhos… e com toda a família. Annette Benning e Juliane Moore são as estrelas de “The Kids Are All Right”. Os dois filhos também são excelentes atores. O pai? Mark Ruffalo. Quando chegar aqui, corram para o cinema. Até porque como tema de discussão é excelente. A crise ainda continua a dar pinta por Nova York.
Restaurantes nunca lotados, lojas mais elegantes bem vazias. Sim, julho não é um mês “quente” para vendas. Mas também não é agosto, quando tudo fica às moscas… Tenho tido a oportunidade de acompanhar a cidade durante esses tempos mais difíceis e isso tem se tornado um assunto muito interessante para mim. Muitas lojas fecharam. Restaurantes, até que não. O mercado imobiliário está aquecido e os imóveis continuam sendo vendidos, comprados, o que é um ótimo sinal. Ah, experimentei um drink, na verdade um refresco, delicioso e gostaria de passar a receitinha pra vocês: uma bola de sorvete de limão, completar o copo – longo – com suco de laranja e finalizar com uma pequena dose de Campari. O nome? Orange affogatto.
Delícia. Recomendo tomar sonhando com o verão no hemisfério sul…