Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Oi! Bom dia, boa tarde e boa noite. Hoje eu vou falar do meu assunto favorito ever: FÉRIAS! Você também é, assim como eu, daquele tipo de pessoa que no último dia das férias já faz todas as contas para saber quantos dias faltam para as novas férias? Aperte o play e assista ao novo episódio do meu vlog. E, ah, deixe suas mensagens nos comentários do meu Facebook. Quero ler e responder todos. Até já!

A época mais animada do ano chegou! E como Glamurama está em solo baiano para curtir todos os momentos da folia, nada mais justo do que nosso papo nesta semana ser sobre… Salvador! Preparei um superguia com pontos da cidade que pouca gente conhece e eu indico. Play!

Dia de luz, festa do sol, mais uma tarde em Salvador. Minha temporada de prazer está chegando ao fim. Melancólica? Não. Tempo de voltar, até pra ter de novo desejo de mar, sensação de quero mais. Tenho pensado muito no que me faz voltar a cada ano, no mês de janeiro, a esta cidade. Sei que os baianos daqui são um dos motivos de meu bem-estar: adoro os rapazes da Perini, o Santa Luzia local, onde faço minhas compras de supermercado. Adoro, em sua maioria, os motoristas de táxi, os garçons do Yatch Club, onde nado naquele marzão verde-esmeralda todos os dias. Gosto dos vendedores das lojas onde compro as roupinhas que Petúnia traz do Oriente, toalhas de banho, nadadeiras e máscara. Gosto dos garçons do La Lupetta e do Soho. Adoro conversar com Domingas, a moça da banca de revistas – ela é fã da J.P., da Poder etc etc. Adoro ir a shows no verão aqui, porque a gente nunca sabe de fato o que vai rolar: Caetano entra no palco no dia de Mart’nália, o vento entra a céu aberto na Concha Acústica. Bebel Gilberto e Edu Lobo fazem shows antológicos no Castro Alves. Carlinhos Brown, cercado de logotipos de patrocinadores por todos os lados, faz seu som comendo pelas bordas. Lota o Museu du Ritmo e todo mundo sai de lá feliz da vida – e olha que não é pouca gente, não. O Cortejo Afro, sempre às segundas, no Pelourinho e por aí vai. O que posso esperar mais de uma temporada de verão? Não, não quero saber só de sombra e água fresca, um livro e uma rede. Quero mais: quero nadar, quero conversar, tomar caipirinhas, muitas, de caju, de lima, de limão, de jabuticaba. Quero uma vida social onde a alegria seja rainha – e eu, apenas uma simples figurante…

Recebi vários posts em função do que escrevi sobre Salvador e férias. Muita gente gostou. Outros criticaram e alguns pediram para eu escrever mais sobre modismos e aquelas coisas todas que muita gente gosta de ler –e eu, de escrever. Só que às vezes minha cabeça vagueia para outros lugares. Hoje, por exemplo , estou muito, mas muito feliz. Fui no meu médico, dr. Sergio Simon, com quem fiz tratamento para combater um câncer que tive na mama, e ele me disse que eu estava muito bem. Eu tenho mesmo me sentido muito bem. Mas receber essa notícia do médico tem uma importância que nem eu mesma consigo dimensionar. Quando voltei aqui para a Casa Glamurama, estava tão nas nuvens que nem sabia o que fazer do resto da minha tarde. Voltar para o computador me parecia, naquele momento, quase que irrelevante… Conversei com as pessoas com quem trabalho, telefonei para outras, próximas e queridas. Quero deixar bem claro aqui, que entendo perfeitamente que, neste espaço, tenho que pensar em vocês todos que me acompanham. Peço desculpas se às vezes não consigo escrever exatamente o que vocês estão esperando ler. Mas nesse momento de muita felicidade para mim, faço questão de pelo menos uma coisa: ter vocês por perto. Posso contar com isso?

Oi… Estou chegando devagarinho, de mansinho. Tantas chuvas depois, um Haiti desmantelado e mais um Carnaval chegando. Não é só o papa que é pop: o mundo é pop. Gira rápido, mas tão rápido que às vezes chega a dar tonturas. Nem as nuvens aguentam e respondem à sua maneira. Caribe, Salvador, São Francisco Xavier, São Paulo. Posso dizer? São Paulo é de amargar no verão. A montanha também não combina com esta estação. Adoro o Caribe, mas é em Salvador onde me recupero. Meu corpo e minha alma se dão muito bem lá. O mar verde-esmeralda no Yacht Clube. Mar de verdade, com balanço, colorido, muito sal, peixinhos e ouriços. Tudo de verdade. Pôr do sol para todos. Caipirinhas deliciosas – sim, eu adoro. Dias passados em Arembepe, almoços no Mar Aberto. A barraca do Swell, que nem água de coco tem. Praias vazias, nem parece que é verão, nem parece que é Bahia. Horas gastas em Salvador na varanda, olhando os barquinhos, os veleiros, o mar. Estrelas que entram dentro do quarto, iluminando a cama. Uma fruteira cheia de delícias locais, porteiros humildes que são pura simpatia. Táxis à vontade, é só ficar na calçada, não precisa nem fazer sinal. E mais: não se incomodam com corridas curtas, não fazem cara feia. Ah, como as férias são boas. E mais do que tudo, fundamentais. O que seria de nossa vida, sofisticada e cheia de glamour, sem elas?

Pôr do Sol de Salvador

Pôr do Sol de Salvador