Mais uma ausência, que espero, traga suas compensações: fui passar cinco dias em Nova York, em pleno verão. Tudo fervia, inclusive a cidade, cheia de turistas não só do mundo todo, mas também de lá mesmo, dos Estados Unidos. Uma mostra incrível da mineira Rivane Neuenschwander, no New Museum, no Bowery. Um filme muito interessante, que mostra bem as agruras dos tempos modernos: um casal gay, duas mulheres, cujos dois filhos foram concebidos por meio de um doador de esperma anônimo. Daí que as crianças resolvem ir atrás do pai… e daí que o pai é um cara superbacana, que se envolve com os filhos… e com toda a família. Annette Benning e Juliane Moore são as estrelas de “The Kids Are All Right”. Os dois filhos também são excelentes atores. O pai? Mark Ruffalo. Quando chegar aqui, corram para o cinema. Até porque como tema de discussão é excelente. A crise ainda continua a dar pinta por Nova York.
Restaurantes nunca lotados, lojas mais elegantes bem vazias. Sim, julho não é um mês “quente” para vendas. Mas também não é agosto, quando tudo fica às moscas… Tenho tido a oportunidade de acompanhar a cidade durante esses tempos mais difíceis e isso tem se tornado um assunto muito interessante para mim. Muitas lojas fecharam. Restaurantes, até que não. O mercado imobiliário está aquecido e os imóveis continuam sendo vendidos, comprados, o que é um ótimo sinal. Ah, experimentei um drink, na verdade um refresco, delicioso e gostaria de passar a receitinha pra vocês: uma bola de sorvete de limão, completar o copo – longo – com suco de laranja e finalizar com uma pequena dose de Campari. O nome? Orange affogatto.
Delícia. Recomendo tomar sonhando com o verão no hemisfério sul…