Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Mais uma semana, e eu preciso falar que é uma delícia estar aqui. Eu amo encontrar com vocês aqui. É a parte da semana que eu mais gosto. E, hoje eu não poderia ter outro assunto senão o meu novo livro, “Poder, Estilo & Ócio”, que já está nas principais livrarias do Brasil. Não sei se é pelo fato de ter sido o meu primeiro livro escrito inteiro por mim – os outros eram compilações de textos já publicados – este é muito especial. E, na última terça-feira, recebi amigos e leitores do Glamurama para o lançamento na Livraria da Vila da Alameda Lorena, no Jardins. Como foi? Dê o play e confira!

 

Muita água passou debaixo da minha ponte estes dias. Claro, como todo mundo, peguei a maior gripe: estou fungando há mais de dez dias. E tossindo, muito. Nesse meio tempo, fui escolhida, junto com Glória Maria, como uma mulher que brilha…Posso falar? Amei! Mulher que brilha pode ser entendido de várias maneiras e eu gostei de todas elas…Depois , nossa revista Poder fez dois anos, teve cocktail no Blue Bar, foi muito cool, discreto, chic. Delicioso. Dia seguinte, lançamento da revista Moda, um brunch na Casa Glamurama: que coisa mais linda, mais deliciosa! Helena Lunardelli no décor e flores e Demian Figueiredo num high tea tão charmoso que parecia o Cocomaya de Londres, meu favorito! Um prazer. No meio da semana passada, quarta-feira, fez 30 anos de morte do meu pai –e isso mexeu muito comigo, muito. Pensei em todo esse tempo que passou, que a gente poderia estar junto –e não esteve. Depois de tudo isso, claro que caí de cama…Agora, junte-se a isso um período que posso chamar de “ fértil demais” na minha análise -é, a coisa está animada…Tenho tentado entender o que está acontecendo comigo e com o mundo. Nesta terça tem a divulgação da seleção da Copa. Força, Dunga! Segura aí –que eu estou tentando me segurar por aqui…

  O mundo só fala de Michael Jackson… Mais uma daquelas comoções que mexem com a gente, que fazem a gente pensar. O que se pode dizer de tudo isso, desse gênio que marcou a história da música, a nossa própria história? Que criou polêmicas e que nunca se aceitou? Triste vida a dos ídolos, das pessoas muito famosas – sempre pensei nisso. E sempre tendo Michael Jackson como foco principal, já que era ele quem mais demonstrava que essa equação não fechava.

  A vida dessas pessoas não lhes pertence, por isso ficam descontroladas, perdem a essência. Não deve ser nada fácil. Ser o negro mais famoso, ou dos mais famosos do mundo… e querer ser branco. Abrir caminho para tantos outros negros que surgiram depois e não perceber a própria importância, o próprio valor. Ser triste, muito triste. Pirar.

  Cada vez que assisto a algum clip de MJ, com aquelas coreografias incríveis, aquele suingue só dele – e que ele mostrava desde os 6 anos… Nada disso nunca existiu antes  dele e nunca mais existirá igual. Nada em excesso dá certo – muito menos fama. Essa gente toda é muito infeliz: não pode nem ir aonde quer na hora que quer – e esse é o maior golpe. Chegar lá e não ter liberdade? Tô fora…