Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Mais uma sexta-feira, mais um vlog. Nesta semana vou falar sobre minha mais recente viagem para Londres e Paris. Fui convidada para participar da reinauguração do The Lanesborough – o mesmo hotel que Madonna já ficou antes de ser casada com Guy Ritchie, em Londres. Depois de alguns dias por lá, fui rumo a Paris, onde tive uma leve reconciliação com a cidade. Estou em um momento da vida mais “free spirit”, na vibe de Londres, que aprendi a gostar há uns 3 ou 4 anos, depois de uma viagem com Antônio Bivar.

Ah, no vídeo eu cito quatro restaurantes imperdíveis por Londres, que são esses:

Hoje aqui no meu vlog, falo de lugares que visitei em uma passagem relâmpago por Paris, depois alguns dias na Côte D’Azur, onde descobri muitos detalhes do casamento do cofundador do Facebook, Eduardo Saverin.

Mais detalhes do casamento, Glamurama entrega aqui.

E aqui os lugares que falo no vídeo:

O mês de julho não chega a ser assim um janeiro… mas confesso que acho muito graça nele. Mesmo quando fico em São Paulo, a cidade mais vazia faz com que tudo tenha mais gosto, mais sabor. Este julho para mim foi fora do comum. Costumo viajar para alguma praia do hemisfério Norte em junho, mas neste ano achei que tinha direito a férias de julho – como quando estava na escola. Férias! Nos primeiros dias, fiquei por aqui – e foi bom, muito bom. Dia 9 embarquei para a Itália: uma semana à beira-mar, na Toscana. Foi muito, muito bom. Primeiro, porque o lugar era lindo, perto de Porto Ercole. Segundo, porque o hotel era muito charmoso. Gente discreta, do tipo bacana. Nada de muito ouro nem dry martinis. Drinks de verão, com cara de Itália: bellinis, negronis e outros mais. Um jardim cheio de aromas – o de alecrim é o que mais mexe comigo. Um cardápio cheio de peixes e vôngoles, tomatinhos doces, rúcula fresca. Uma ricota e um pão dos deuses todas as manhãs. Um sol que só se escondia tipo 9 da noite e um mar transparente, verde-azul-escuro. Antes de voltar a São Paulo, dois diazinhos em Roma, com sorvetes e passeios a pé. Uma rápida escala de cinco dias em casa e zapt, rumo a Paris, numa viagem totalmente diferente das que eu costumo fazer: hospedada em um apartamento, um sótão supercharmoso no bairro de Montorgueil. Se gostei dessa mudança de hábitos? Amei. Vi gente bem diferente, gastei todas as minhas manhãs em cafés, fui à feira. Voltei aos museus, fui pela primeira vez a Cité de la Mode. Comi os suflês que tanto amo, do Récamier. Bebi muito vinho rosé, a cara do verão. Tá bom que Paris nessa época não é a mesma coisa – mas o que vale é a experiência que a gente vive numa cidade. Junto de meu filho, andamos, nos perdemos, nos reencontramos. Ao voltar para o sótão parecia que eu estava numa colônia de férias, num acampamento. Se gostei? Amei. E mais: isso tudo me fez entender que, mesmo quando a gente acha que já viu muito, tem sempre um outro ângulo a descobrir – e que pode surpreender. É atrás desses que eu estou agora.

Tenho andado sumida mas também tenho rodado o mundo como nunca fiz. Se sumir é ruim – eu acho, pelo menos… -, voltar é muito bom. Principalmente quando se está cheia de novidades. Como recompensa por estes dias de ausência, trago minhas impressões sobre Paris. Sim, Paris nos preparativos para o Natal . Paris fria, sedutora, maravilhosa. A Paris que encontrei e que, durante quatro maravilhosos dias – e noites -, me proporcionou o prazer que faltava para encarar este final de ano. Aqui vão alguns programinhas que recomendo para qualquer pessoa que queira passar bem – e que acredita que mereça se dar um belo presente como esse!

Chá no Angelina – se a cintura permitir, um chocolate quente
Comprar livros na La Hune, Saint Germain
Tomar depois um copo de Beaujolais, simples assim, no Café Flore
Visitar a mostra – maravilhosa – de Jean Michel Basquiat, no Museu de Arte Moderna
Almoçar no Ladurée, rue Royale – e aproveitar para comprar macarrons sem ficar na fila
Fazer a cor do cabelo no Cristophe Robin, numa suíte do hotel Le Meurice – o melhor colorista do mundo
Fazer comprinhas descompromissadas na Colette
Comer croissants no café da manhã – com manteiga – em qualquer café da esquina
Passear pelas ruas do Marais, dar um rolê na Merci – e almoçar na Rose Bakery, super natureba
Passear pela rue de Grenelle – e comprar perfumes no Robert Maille
Se perder no Palais Royal
E, se der, jantar no Ami Louis.
Acho que pra quatro dias tá bom, não?

De volta a São Paulo, mas com gostinho de Roma no céu da boca. Nossa, como mexeu comigo essa temporada por lá… Já tinha ido a Roma diversas vezes, desde que tinha 13 anos de idade, minha primeira viagem à Europa, costumo passar por Roma. Não sempre, mas muitas vezes. Só que nunca tinha ficado lá mais de três ou quatro dias. Desta vez, uma semana fechada me permitiu sentir muito mais a cidade, entender a importância da Itália, seu valor no mundo. Foi muito confortável, delicioso, um enorme prazer mesmo passear por aqueles lugares lindos, sem pressa de nada – sim, porque Roma não lembra Nova York em nenhum momento. Amo os dois lugares, as duas cidades são incríveis, assim como agora também aprendi a gostar de Londres e sempre achei Paris puro charme. Acho que o fato de ter nos últimos tempos viajado bastante para os mais variados destinos tem me feito ver o mundo sob  ângulos diversos. Sem preconceitos, sem julgamentos. Apenas tenho absorvido experiências e percebido quais têm tido mais a ver comigo. Me sinto uma antropóloga heterodoxa, dos tempos modernos, observando e tentando aprender com cada povo o que eles têm a me ensinar. Posso garantir que tenho aprendido muito e que isso está ajudando a ampliar meu olhar sobre as coisas, pessoas, o mundo. Me sinto também mais sábia, mais madura. Mas voltando ao pé no chão, devo deixar claro que as experiências mais sensoriais, digamos assim, mexeram muito comigo. A saber: sorvetes, alcachofras, vinhos, tomates, azeite e, para fechar com chave de ouro, um espresso duplo corretto. Isto é , “corrigido” por uns golinhos de Sambuca. Arrivederci, Roma. Volto já já.

Espresso e Sambuca na piazza del Popolo

Espresso e Sambuca na Piazza del Popolo