Shalom, Salam. Em Israel é tudo meio a meio: meio árabe, meio judeu. Meio frio e meio calor. Mas que experiência… Hoje a coisa ficou mais louca: com vôos diretos – El Al, 14 horas, às vezes 13 -, a experiência de sair do Brasil, país tropical, e desembarcar depois de um jantar, dormir e um café da manhã, em Tel Aviv se tornou mais absurda. Simples também, mas desembarcar no Oriente Médio em um piscar de olhos praticamente nunca é, na verdade, uma coisa muito simples. É, no mínimo, muito simbólica. Um momento único. Pois bem: eu fiz isso. Fui, passei três dias em Jersualém e voltei, tudo tão forte e profundo que não consegui nem escrever de lá. Preferir deixar a poeira assentar…e cá estou eu. Essa viagem no tempo aconteceu a convite de um hotel de Jerusalém, o Mamilla, que existe há um ano e é único por vários motivos: pela localização, pela construção e pelo requinte dos detalhes, decoração e serviços. Tudo muito lindo, tudo muito especial. Mas a verdade é que desembarcar no aeroporto Ben Gurion, que fica em Tel Aviv, já é em si algo de muito especial. Israel é um lugar diferente. Polêmico. Suado, batalhado. As pessoas que moram lá são muito orgulhosas disso. A gente sente algo diferente no ar. As árvores de tâmaras, as pedras da cidade velha em Jerusalém, os religiosos andando nas ruas misturados com freiras, evangélicos e muçulmanos: de tudo um pouco, de tudo muito. Não foi a primeira vez que fui, mas garanto: o impacto continua grande. A gente tem muito a aprender. A observar em volta. Voltei para São Paulo remexida. Mas não é para isso, afinal, que as verdadeiras viagens servem?