Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Sexta-feira e um vlog novo aqui no “Eu, Joyce”. Nesta semana eu vou falar sobre uma coisa eu adoro fazer: viajar. Cada vez que a gente fala sobre uma viagem incrível nas nossas revistas, eu sei que o leitor pode viajar e sonhar com a gente. Por isso, escolhi três destinos para hoje. Mykonos é a primeira parada. Aquele céu azul, as casas todas branquinhas… Parece um sonho e sempre que estou lá fico me perguntando: “será que os deuses gregos estão pairando por aqui?”. Um sonho. A segunda parada é Roma, uma cidade que eu adoro e que, agora em setembro, é ótima para visitar. Por fim, o terceiro destino é aqui no Brasil, no Paraná: o Lapinha Spa, com aquelas massagens deliciosas e o cardápio top para limpar o corpo. Play!

Se não há realidade, qual a graça de ter férias? É com esse pensamento que começo o meu vlog desta semana. Depois de alguns dias em Mykonos, volto para o frio de São Paulo com uma descoberta gastronômica: sardinhas grelhadas são deliciosas! Vocês já experimentaram? Não vale torcer o nariz…  Espero que gostem do vídeo de hoje. Play!

Finalmente dez dias de férias. Mas férias de verdade, não apenas uma viagem de trabalho, em que a gente aproveita para passear, ir a museus. Desta vez, descanso, poucos e-mails e muito relax… sol, praia, gente muito interessante, alto astral. Mesmo com a crise afetando muito a Grécia, pode se dizer que Mykonos, pelo menos, não sente muito os efeitos. Se os restaurantes, claro, estão mais vazios, as praias estão cheias, os hotéis idem e a vida, ao que tudo indica, continua. Muita gente vindo de todos os cantos da Europa, americanos, tipos descolados. Sim, apesar de tudo, o mundo continua a girar e as pessoas a se movimentar. É tempo de férias no hemisfério norte, tempo de ir à praia na Europa. Em Mykonos, o por do sol, às 8h15 da noite, pode ter direito a Maria Callas como trilha sonora, um bom dry martini e aquela bola vermelha entrando no mar. Na praia, chega-se tipo meio-dia e só se vai embora depois das 19 horas. O vinho rosé é barato e bem bom. Mas o que importa mesmo é estar de férias. E se sentir como tal.

Praia Panormos, na Grécia - Foto: Joyce Pascowitch

Praia Panormos, na Grécia - Foto: Joyce Pascowitch

Ueba! Hoje é dia de Brasil! Eu confesso: mal sei quem é a bola e tenho trauma de Copa do Mundo. Trabalhei numa, in loco, nos Estados Unidos, e foi duro, muito duro. Muito estressante e eu chorava todo dia… snif, snif. Acho que fiquei marcada e, hoje em dia, confesso que jogos da Copa até me dão arrepios. Não gosto de perder e não gosto também que ninguém perca. Complicado, não? É… mas já que não consigo ser diferente, cá estou eu me preparando para Brasil e Coreia do Norte… do outro lado do mundo. Estou na Grécia, berço da civilização ocidental. Os filósofos pairam entre as nuvens. Isto é, quando tem nuvem… Porque neste verão o calor está pegando e mesmo nas praias de Mykonos, meu endereço preferido nesta época do ano, só mesmo o mar gelado – e transparente – para aplacar a alma. O mar… e um bom livro. Ah, e um guarda-sol bem grande, por favor. Estou lendo um livro que já está me agradando, mesmo no início: “So Much for That”, de Lionel Shriver, autora que vem para a Flip. É o segundo livro dela que leio e posso dizer uma coisa: essa mulher, que escreve para o “Guardian” e “The New York Times”, é uma das melhores escritoras destes tempos. Notas especiais daqui? Para o vinho rosé grego, mesmo o feito em Mykonos, fresco, delicioso. Para o queijo de cabra, mais conhecido como feta cheese, e para o astral dos gregos, que mesmo com a crise na nuca, com um futuro mais para cinza do que qualquer outra cor, tenta fazer o máximo para não deixar a peteca cair. Mais do que nunca, um prazer estar aqui. Que os filósofos me acolham. E me abençoem e iluminem com a sabedoria deles…

Restaurante Nammos, em Mykonos, e praia grega - Foto: Joyce Pascowitch

Restaurante Nammos, em Mykonos, e praia grega - Foto: Joyce Pascowitch

  Meu quarto dia nesta ilha: domingo, segunda, terça e quarta. Parece que estou começando de verdade a “descomprimir”. Dias enormes, noites estreladas, um sol sem fim e uma gente alegre que dá valor a esta vida que leva aqui. Minha rotina? De férias mesmo: café da manhã, longo. Muita conversa. Praia tipo meio-dia. Aqui pega-se carro para chegar nas praias. Uma mais linda que a outra. Minhas preferidas? Fokos e Parnamos… Os nomes são incríveis.  A gente almoça na praia mesmo, tipo três e meia da tarde. Depois volta para a praia, para ler, dormir. Hora de ir embora? Sete da noite. Isso depois de ter nadado muito nesse mar Egeu. Claro. Lindo. Limpo. Gelado. Depois, pôr do sol às oito e meia da noite. Um descansinho básico junto do banho. E rua. Quase uma rotina, que ajuda muito  a desestressar…

  Ontem conheci uma menina que trabalha de garçonete no restaurante aqui do hotel, um dos mais bacanas da cidade. Ela era uma mistura de mãe havaiana com pai grego. Linda. E surfista, claro. Conheci também um sushiman brasileiro que trabalha na filial do Nobu aqui no hotel.  Quando comecei a conversar com ele descobri que era filho de Shimizu San, do tradicional restaurante Sushiguen, de São Paulo. Foi lá que eu me iniciei na prática incontrolável de adoração ao sushi e sashimi. O rapaz? Pura simpatia. Feliz da vida de morar aqui em Mykonos, trabalhar no que ele gosta. O patrão, Nicholas, dono do hotel? Só elogios para ele – pelo talento e pelo jeito todo especial e alegre de ser. Gente jovem, gente bonita. Gente alegre por viver vários meses do ano banhada por essa luz toda que paira sobre esta ilha. A vida às vezes pode, sim, nos surpreender.