Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

  A conjunção trânsito pesado, chuva e decoração de Natal é bombástica. Só mesmo com uma vávula de escape poderosa dá para aguentar até chegarem os benditos dez dias de férias e descanso entre Natal e Ano Novo. Talvez por isso eu só esteja pensando em coisas esquisitas. Em gente esquisita. Em saídas esquisitas para escapar da mesmice e de pessoas sem graça. Principalmente pessoas sem graça que se acham engraçadas. Talvez por causa do filme que assisti e adorei, “Rádio Pirata”. Talvez por ter ouvido Ronnie Von no meu Ipod e ter visto a foto dele na capa do disco, incrível, anos 70. Talvez por ter lembrado daquele filme, também incríve,l de Wes Anderson, “Os excêntricos Tenenbaum”. O fato é que, de repente, surgiu de novo em mim aquela vontade de sair dos trilhos, de voar, de ousar mais, de me perder, de me diluir em outras praias. Gosto dessa sensação porque me faz ver que o mundo é enorme, que existe espaço para todos, de vários estilos e maneiras, até os mais esquisitos. Sinto que, fora daquele lugar que parece confortável, mas que na verdade é super sem graça, bem, fora daí muita coisa boa pode acontecer. Claro, precisa arriscar. Mas quem está com medo?

  O mundo só fala de Michael Jackson… Mais uma daquelas comoções que mexem com a gente, que fazem a gente pensar. O que se pode dizer de tudo isso, desse gênio que marcou a história da música, a nossa própria história? Que criou polêmicas e que nunca se aceitou? Triste vida a dos ídolos, das pessoas muito famosas – sempre pensei nisso. E sempre tendo Michael Jackson como foco principal, já que era ele quem mais demonstrava que essa equação não fechava.

  A vida dessas pessoas não lhes pertence, por isso ficam descontroladas, perdem a essência. Não deve ser nada fácil. Ser o negro mais famoso, ou dos mais famosos do mundo… e querer ser branco. Abrir caminho para tantos outros negros que surgiram depois e não perceber a própria importância, o próprio valor. Ser triste, muito triste. Pirar.

  Cada vez que assisto a algum clip de MJ, com aquelas coreografias incríveis, aquele suingue só dele – e que ele mostrava desde os 6 anos… Nada disso nunca existiu antes  dele e nunca mais existirá igual. Nada em excesso dá certo – muito menos fama. Essa gente toda é muito infeliz: não pode nem ir aonde quer na hora que quer – e esse é o maior golpe. Chegar lá e não ter liberdade? Tô fora…

  A Bienal tem um novo presidente. José Sarney disse que não sabia que recebia dinheiro do auxílio-moradia. Vários livros adotados por escolas públicas de São Paulo estão sendo recolhidos por conteúdo inapropriado. Enquanto penso sobre tudo isso, fecho mais uma edição e acompanho os movimentos do site, me preparo para uma temporada de 14 dias observando o mundo. Prometo me fazer presente o máximo possível. Sempre com um olhar diferenciado sobre os lugares por onde passarei. Até já!