Arriverderci, à bientôt, até já
Último dia desta minitemporada em Milão. O que posso dizer? Que fiquei realmente assustada com as lojas muito vazias mesmo. Vendedores na porta, esperando que algo aconteça… Os restaurantes? Nem se fala! O famoso Bice, que já teve filiais bombadas até no Brasil… bem, estava na noite dessa quinta quase… vazio. Umas seis mesas ocupadas – e um monte vazias. Realmente a situação aqui me impressionou mais ainda do que em Nova York, quando a coisa começou a pegar. Nova York está se recuperando, como tenho percebido, ouvido falar, lido. Aqui o quadro ainda não mudou.
Agora, nas próximas semanas, começam as férias de verão. Vamos aguardar e ver o que vai acontecer – depois. Mas, posso concluir que é sempre muito bom estar aqui. A moda italiana é incrível: Prada, Miu Miu, Marni, Dolce & Gabbana, Giorgio Armani, Gucci e tantos outros. Emprega muita gente e faz a roda girar. Isso é muito importante. Na outra ponta, Milão é um dos lugares do mundo onde se come melhor. Como posso fechar nossa conversa sobre estes dias por aqui? Com uma listinha do melhor da cidade, na minha modesta opinião.
Vamos lá: minhas lojas preferidas são Marni, Prada, uma de sapatos chamada Vierre, a de Martin Margiela, Paul Smith – todas na região da via Montenapoelone e cercanias. A loja Profumo, excelente, em Brera, com uma das melhores edições de perfumes do mundo. O Cova, para um drink – Bellini? Ou Aurora, sem álcool – no fim da tarde: clássico, chique. Milão é isso: tradiconal, elegante. Sem pressa e com a tranquilidade de quem sabe das coisas. Agora é esperar para ver.