Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

  De volta a São Paulo. Difícil, o mínimo que posso dizer… Estou com o pescoço duro e muita dor de cabeça. Será só a mudança de clima, de astral, de tudo? Do sol gritando para o cinza da metrópole? Da ausência total de agenda para um dia-a-dia corrido? Vou além: acho que fiquei muito nervosa. Desde o dia do acidente com o avião da Air France, parece que a vida da gente, que viaja muito, mudou. Voltei neste sábado da Grécia, via Paris. De Air France. Sorte que era um Boeing, coisa que eu já sabia – claro que logo perguntei para saber qual aeronave iria me trazer de volta para casa segura. Parecia até que eu estava bem, tranquila, sem medo. Mas o fato é que cheguei aqui esquisita. Com o pescoço travado e a cabeça latejando. Difícil tudo isso. Triste essa nova etapa na vida de todo mundo, essa questão de segurança – ou seria insegurança? – dos voos. É bom estar de volta. Muito bom. Mas confesso que essa viagem Paris-São Paulo custou bem mais caro do que costuma custar…

  Tenho acompanhado o Fashion Rio pela internet.  Na verdade, pelo Glamurama. Estou aqui na Grécia e fico feliz com as notícias contando que o evento está crescendo, bem dirigido… Enfim fico mesmo contente. Nova fase. E cada vez melhor.  Confesso que errei ao marcar essa minha viagem bem nesse período, já que gostaria de estar no Rio para acompanhar de perto tudo isso, os novos tempos do Fashion Rio, mas me atrapalhei. Acompanho, portanto, à distância e partilho da alegria de ver o evento crescer, firme e cada vez mais forte.

  Por outro lado, tenho acompanhado as buscas ao avião da Air France. Que coisa mais triste tudo isso que aconteceu… Até aqui em Mykonos, esta ilha grega incrível onde me encontro agora, comenta-se sobre isso. Mykonos é uma ilha mágica. Assim como toda a Grécia, é um lugar muito forte, que mexe comigo. Pela filosofia – sempre digo que os deuses aqui pairam no ar -, pela beleza e pelo descompromisso total com o luxo carregado de outros paraísos do verão europeu. Gosto muito de estar aqui. Gosto das pessoas, do mar, do sol, do céu, das comidinhas, do vinho. Este lugar tem personalidade. Tem força.

  Hoje fui numa praia meio que retirada, sem qualquer produção e pouco frequentada. Mando junto uma foto do mar… Como sempre, o almoço aqui se faz nas tavernas que ficam à beira das praias. A de hoje era de um casal muito interessante: ele, grego, seus 60 e tantos anos, ela, Kate, uma canadense, na cozinha. As filhas ajudando a servir, lindas. Tirei até uma foto de uns vasos que estavam lá, só para sentir o ar, a graça… Foi um dia muito especial, uma tarde única. Uma comida incrível, com gosto de casa, com jeito de família. Conversei bastante com o pai e também com a filha. Fiquei feliz, muito feliz.

  Agora há pouco, soube que o pai da Meire, minha companheira de trabalho, fundamental na minha vida desde o início dos tempos na Folha de S.Paulo, que, ainda bem, está comigo, bem pertinho, até hoje… Bem, o pai dela se foi. De idade, 88 anos, o coração já fraco. O que posso dizer? Que não foi à toa que hoje, aqui de tão longe, da Grécia, fiquei ligada nesse tema pai e filha.

Segunda na praia

Segunda na praia

Vida simples

Vida simples

  O sol grita estes dias… Em Paris. Vim para um aniversário, de 90 anos, de minha amiga Milly. Vai ser amanhã. Nunca fui a uma festa de 90 anos e estou feliz de ter vindo por isso. Cheguei sábado e já bati muita perna por aí, inclusive, vou à mostra de Andy Warhol, no Grand Palais. Mas nesse domingo o que me chamou a atenção quando saí cedo do hotel foram umas motos, todas superequipadas, que vi na rua, estacionadas. Incríveis – e todas para alugar! Fui perguntar e estavam reservadas. Se eu quisesse dar uma volta de uma hora por Paris, na garupa, custaria 75 euros. Mas só no dia seguinte!  Outra coisa que me chamou muito a atenção foi um assalto que teve na joalheria Chopard, a uma quadra do hotel Ritz, na esquina da rue Saint-Honoré, quase na place Vendôme, a mais chique da cidade. Duas horas da tarde, um mega-assalto… E ninguém sabe, ninguém viu. Aqui em volta só se falava nisso. E nos jogos de Roland Garros e na morte de uma hóspede, uma empresária da Polônia, no hotel Bristol. Foi assassinada pelo cara que estava com ela, um inglês, que fugiu. Ele teria atirado ela pela janela. Sinistro… Tão sinistro como uma outra tentativa de assassinato, ocorrida também dias atrás… no hotel Ritz. Neste caso, a mulher sobreviveu. O que será que deu nessa gente? Vou tentar descobrir.

  P.S.: A segunda-feira aqui em Paris ficou triste, muito triste, em função do acidente com o avião da Air France. Estou muito triste também…