Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Oi! Bom dia, boa tarde e boa noite. Hoje eu vou falar do meu assunto favorito ever: FÉRIAS! Você também é, assim como eu, daquele tipo de pessoa que no último dia das férias já faz todas as contas para saber quantos dias faltam para as novas férias? Aperte o play e assista ao novo episódio do meu vlog. E, ah, deixe suas mensagens nos comentários do meu Facebook. Quero ler e responder todos. Até já!

Se não há realidade, qual a graça de ter férias? É com esse pensamento que começo o meu vlog desta semana. Depois de alguns dias em Mykonos, volto para o frio de São Paulo com uma descoberta gastronômica: sardinhas grelhadas são deliciosas! Vocês já experimentaram? Não vale torcer o nariz…  Espero que gostem do vídeo de hoje. Play!

Esta semana foi bem engraçada. Praticamente a última útil deste ano. Na segunda-feira, nada de mau humor. Também pra quê? Já basta a falta de glúten, de lactose, de chocolates e outras coisinhas mais. Eu fiquei é feliz da vida nesta segunda, pois estava terminando aquele período chato do ano, que vai do Carnaval até o Natal. Sério! Amo férias. Daí tamanha alegria. Parece que eu trabalho o ano todo, focada, dedicada, mas sempre com um olho… nas férias. Sou movida a isso: a sol, a água do mar, a caipirinhas, passeios de lancha e… bolinhos de peixe. Amo. Aqueles dez meses entre o Carnaval e o Natal, convenhamos, são difíceis de aturar, às vezes complicados, pesados. Então, como achar chata uma segunda-feira dessas? A um passo do Natal, com jantares e festas todos os dias? Com gente animada por todo lado –mesmo que o dólar esteja subindo, a Petrobras explodindo e o governo…. Bem, apesar de tudo isso, dezembro pede felicidade. Pede alegria. Pede –e eu dou. Pede balanço dos meses que passaram, pede um leve desenho do ano que entra. O que mais eu posso dizer? Posso agradecer, por tudo e a todos. E posso dizer mais uma coisinha? Estou feliz, tá?

Atropelos, correndo atrás do rabo, agitação e noites mal dormidas: isto é o mês de dezembro. É assim que estou me sentindo, de novo como se tivesse um foguete aceso atrás de mim e eu correndo, correndo pra não ser pega. Mas isso, aqui entre nós, é o normal: todo final de ano é a mesma coisa. O diferencial desta vez é que viajei muito, participando de palestras, discussões, de uma feira de literatura. Fui à Lapinha, perto de Curitiba, festejar os 40 anos do spa, com direito a muita comida saudável, passeios, exercícios, tratamentos, massagens e alto astral. Lá participei de uma discussão sobre simplicidade e sofisticação, foi muito bom. Da Lapinha, uma escala em São Paulo para assistir numa noite mais que especial a estreia do “Macbeth” de Bob Wilson. Fiquei louca com a montagem da ópera, que cara incrível, único, do tipo que faz a diferença no mundo. No dia seguinte, quinta, dia 22, direto para a Flipipa, feira de literatura da Pipa, Rio Grande do Norte. Um Brasil imenso, do Paraná ao Nordeste, com uma escala no PIB paulista. Sou um bocado sensível e garanto que todas essas mudanças de cenário e mesmo as pequenas nuances não passam batidas por mim. E mais: eu pago um preço por isso. A intensidade é grande, das pessoas em volta, dos momentos únicos, do orgulho de estar cercada por gente tão diferenciada e que me faz pensar tanto. Sim, o ano foi muito difícil e continua sendo, pois ainda não acabou. Sim, os movimentos na minha vida foram intensos – e continuam sendo. E sim, eu quero continuar vivendo com todas essas emoções.

Dia de luz, festa do sol, mais uma tarde em Salvador. Minha temporada de prazer está chegando ao fim. Melancólica? Não. Tempo de voltar, até pra ter de novo desejo de mar, sensação de quero mais. Tenho pensado muito no que me faz voltar a cada ano, no mês de janeiro, a esta cidade. Sei que os baianos daqui são um dos motivos de meu bem-estar: adoro os rapazes da Perini, o Santa Luzia local, onde faço minhas compras de supermercado. Adoro, em sua maioria, os motoristas de táxi, os garçons do Yatch Club, onde nado naquele marzão verde-esmeralda todos os dias. Gosto dos vendedores das lojas onde compro as roupinhas que Petúnia traz do Oriente, toalhas de banho, nadadeiras e máscara. Gosto dos garçons do La Lupetta e do Soho. Adoro conversar com Domingas, a moça da banca de revistas – ela é fã da J.P., da Poder etc etc. Adoro ir a shows no verão aqui, porque a gente nunca sabe de fato o que vai rolar: Caetano entra no palco no dia de Mart’nália, o vento entra a céu aberto na Concha Acústica. Bebel Gilberto e Edu Lobo fazem shows antológicos no Castro Alves. Carlinhos Brown, cercado de logotipos de patrocinadores por todos os lados, faz seu som comendo pelas bordas. Lota o Museu du Ritmo e todo mundo sai de lá feliz da vida – e olha que não é pouca gente, não. O Cortejo Afro, sempre às segundas, no Pelourinho e por aí vai. O que posso esperar mais de uma temporada de verão? Não, não quero saber só de sombra e água fresca, um livro e uma rede. Quero mais: quero nadar, quero conversar, tomar caipirinhas, muitas, de caju, de lima, de limão, de jabuticaba. Quero uma vida social onde a alegria seja rainha – e eu, apenas uma simples figurante…