Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Muita coisa aconteceu nos últimos dias. O país mudou – está mudando -, o que é muito bom, necessário, mais que bem-vindo. O mundo continua nos surpreendendo, numa aceleração jamais vista. Enquanto isso, continua a se falar de amor… Alguém de vocês assistiu “Antes da meia-noite”? Se quiser dar sua opinião, será muito bem-vinda. Eu assisti e gostei, sim. Principalmente pelo homem que vi nas telas: um exemplo raro de bom senso. A mulher? Ah, as mulheres… ou melhor, nós, as mulheres! Somos complicadas, queremos entender tudo e às vezes somos bem chatas. São os hormônios, tendo a acreditar… só pode ser isso. Mas claro: somos únicas, surpreendentes e muito, muito interessantes. Mas voltando ao filme – que tem roteiro de Richard Linklater e dos dois atores principais, os excelentes Ethan Hawke e a francesa Julie Delpy -, o homem da história está muito mais bem colocado frente a vida do que a maioria dos homens que eu conheço e vejo por aí. Um exemplo interessante, um filme pra pensar. Tá bom que às vezes se torna um pouco chato, muita DR – discussão da relação… Mas quantas coisas não são chatas, difíceis, complicadas nesta vida? Quase tudo. Isso mesmo, quase tudo. É claro que existem grandes prazeres, enormes alegrias, e isso vai de cada um. Mas as coisas que todos temos em comum dão muito, muito trabalho pra gente conseguir um – pequeno – resultado. De manifestações a histórias de amor.

Mês de maio foi de chegadas e partidas: chegadas, partidas, gripes e muitos resfriados – atchim. Depois de dez dias de sonho em Londres, uma semana de gripe em São Paulo emendados em mais seis dias em Nova York. Mas não uma viagem normal, como as de sempre, mas sim uma viagem família, com irmãs e minha mãe. Que delícia ver ela, aos 85 anos, achar graça em viajar, ver o mundo, se emocionar com as coisas. Falo isso porque no ano passado, em uma escala no aeroporto de Zurique, um dos responsáveis por examinar as malas de mão no aparelho de raio X falou pra mim, perdida naquela fila enorme: “Não sei por que vocês viajam tanto, por que gostam tanto de viajar…” Porque ele preferia ficar onde morava, levando a vida calma, sem stress. Pois bem: parece que eu – e minha mãe – amamos stress. Temos uma curiosidade incessante em relação ao mundo, às pessoas. Mesmo que minha pequena temporada na cidade mais fervida do planeta não tenha sido recheada de idas a museus e galerias, que tanto gosto, cinemas ou longas caminhadas e passeios a pé – já que o tempo permitia -, posso dizer que foi uma viagem marcante, inesquecível. Claro que minha irmã eu tivemos de nos adaptar à rotina e ao jeito de miss Rio Pardo – sim, é assim mesmo que minha mãe assina seus e mails, já que ela foi miss da cidadezinha onde nasceu, no Rio Grande do Sul. Pois bem, estar com minha irmã Suzy e miss Rio Pardo em Nova York foi um outro tipo de viagem: mais coração e alma, e menos cultura e consumo. Se foi melhor? Com certeza, sim. Recomendo.