Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Dez dias em Londres. Pra quem nunca achou muita graça na cidade mais sofisticada do mundo, devo dizer uma coisa: voltei apaixonada. Pelos parques, pelas pessoas, pelos táxis, ônibus. Pelas ruas de Chelsea, por Spitafields e pelas construções na cidade toda. Por Primrose Hills, pela Storey Deli, pelo restaurante Delaunay. Pela torta de gengibre do Daylesford Organics. Aliás, não conheço nenhum lugar do mundo onde a comida orgânica é tão boa como em Londres. Onde as mulheres podem envelhecer e ficar interessantes, charmosas, cada uma à sua maneira. Onde os motoristas dos black cabs são um caso à parte. Onde as flores desabrocham em mil cores na primavera, à revelia do tempo feio e das temperaturas não tão amenas. O que dizer de um lugar onde as pessoas ainda encontram tempo para tomar um high tea? Com todos aqueles aparatos e as comidinhas mais finas do mundo? E o que são os ingleses que circulam pela metrópole? Cheios de tradição e ao mesmo tempo tão irreverentes e cheios de estilo. Desculpe se estou carregando nas tintas, mas paixão nova, sabe como é… Tudo bem que estou chegando super atrasada –Isay Weinfeld, por exemplo, sempre amou Londres e a considera a melhor cidade do planeta. Eu tinha minhas ressalvas, muitas. Mas agora, que o escritor e dramaturgo Antonio Bivar, meu amigo querido de longa data, me mostrou a Londres dele, eu entendi.
E é dessa mesmo que eu quero mais.

 

Mint tea @Cocomaya

 

Mount St. Gardens. Oasis

Detalhe obra Jac Leirner. Preview. White Cube

 

Daylesford Organics, Westbourne Grove. London

David Bowie and Alexandre McQueen. V&A

 

Royal Academy

 

A vida é música. Claro, não fui eu que inventei isso, apenas pego carona e assino embaixo. Nos últimos tempos fui assistir a um show de Burt Bacharach no HSBC e fiquei quase nas nuvens. Ouvir um cara que viveu a vida toda ao piano, compondo, cantar “Alfie” com aquela voz rouca e gasta, do alto de seus 80 e tantos anos, foi uma experiência única. Não lembro de ter tido essa sensação antes: o reconhecimento, o talento, a vontade de seguir em frente fazendo o que gosta, sempre, sem parar. Foi uma noite muito especial. Uns dias depois, brincando com meu celular novo, fiquei ouvindo Mina cantar “Insieme” no You Tube. Outra viagem. Claro, nada se comparado com a emoção do “ao vivo”, cara a cara com o artista  – é disso que eu gosto. A vibração, a emoção, o momento. Por falar nesse tema, fui esta semana na estreia da nova temporada de Roberto Carlos aqui em São Paulo. Mais de três mil pessoas lotavam o Espaço das Américas. As canções são as mesmas? São, sim. O jeito dele não muda? Não muda, mesmo. Mas ver três mil pessoas vibrando, felizes por estar lá, não é comum. Ninguém torcendo contra ninguém. Participar dessa vibe única, embalada pelos sucessos que a gente tanto conhece, é outro momento único. Vou além: é difícil ver tanta gente alegre junta. Gente normal, que não precisa de grandes aditivos pra ficar feliz. Desculpa aí se estou sendo muito normal. Mas é que eu gosto de ser assim.