Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Dizem que sete anos é mudança de ciclo. Pois bem: pra mim tá parecendo isso mesmo. Tô sentindo no ar e conheço essa sensação de outras mudanças importantes que ocorreram na minha vida. A gente fica até um pouco fora do ar, meio alheio ao que acontece em volta. Mas meu dia de domingo me trouxe de volta a uma realidade inexorável: o orgulho de meu trabalho. Na festa de sete anos da nossa revista, com um sol que para mim parecia diferente, um jardim maravilhoso –na Fundação Ema Klabin–, os funcionários e colaboradores, amigos, parceiros de sempre e novos clientes, todo mundo com jeito de feliz. Era realmente uma tarde muito especial essa dos sete anos da revista J.P: tudo conspirando a favor, da trilha sonora às bebidinhas e comidinhas, das flores à ambientação. Que gente especial trabalhando junto! Eu fiquei tão emocionada com tudo que parecia que eu estava flutuando, olhando de fora. Mas na verdade eu estava mesmo era no centro. No centro da alegria, dos festejos, do orgulho e do prazer de estar escrevendo dessa maneira a minha história. Vi muita gente alegre e muita, mas muita gente bonita –eu gosto disso. Antes do domingo e ainda nesta terça, dois dias depois, as flores não param de chegar. Gente dividindo conosco esse momento tão único. Conheço um pouco desses movimentos. Já, já vou me lembrar com mais emoção ainda do que está acontecendo nestes dias. Valeu!

Enquanto estou escrevendo nesta tarde de sol em São Paulo, está rolando um animado karaokê aqui em baixo, na Casa Glamurama, em homenagem ao outubro rosa, um alerta sobre o câncer de mama, patrocinado pela Clinique. Amei a ideia de juntar esse tema, difícil mas que deve sempre permear nossas mentes, à música cantada por quem não é do ramo. Estou me segurando pra não largar todo o trabalho e tudo o mais que tenho de fazer e descer lá pra cantar, cantar, cantar… na minha mais ampla e irrestrita desafinação. Tenho passado dias esquisitos, muita coisa acontecendo na minha vida, umas muito boas e outras bem difíceis de contemporizar. Mas aqui quero falar hoje das coisas boas: das músicas cantadas pelas nossas convidadas desafinadas –mas extremamente animadas!–, do “Pé na Cova”, que voltou ao ar na Globo, agora nas terças, do filme de Woody Allen, “Blue Jasmine”, que assisti em Nova York, que amei, que saí mexida e do qual ainda não tive tempo de falar. Uma rica de Nova York que cai em desgraça depois dos golpes dados pelo marido, uma coisa meio Bernard Madoff… Nossa, lembrei de tanta gente conhecida, de tanta coisa. Queria também sugerir que todo mundo assistisse ao filme “Behind the Candelabra”, sobre a vida do pianista Liberace, totalmente kamp, com Michael Douglas e Matt Damon, direção de Steven Soderbergh. Uma obra prima, do tipo filme perfeito. Um prazer verdadeiro. Fora isso, um pequeno solzinho de primavera, quando surge no meio de dias mais frios, aquece a alma –e é disso que estou precisando. Alcachofras e jabuticabas, pitangas –tem muita coisa boa, muitos aromas e cores. Cada vez mais acredito que viver não é para os fracos.