Do dia para a noite
Dias de outono, tardes coloridas – e a CPI bombando em Brasília. As notícias reviram qualquer estômago. Já trabalhei muito com isso, com informação de bastidores, era realmente uma loucura. Eu saí do ramo, mas parece que o ramo não saiu de mim. Continuo querendo saber tudo e continuo também a contar tudo o que sei no Glamurama e nas colunas das revistas J.P e Poder. Enquanto isso, as tarde continuam lindas. A diferença é que às vezes – ou muitas vezes-, no final do dia, tem um arrastão aqui ou outro ali. Neste domingo teve mais um, perto da minha casa. Fim dos tempos? Hoje em dia, quem quer ir a restaurante que não tenha segurança ostensiva na porta? Eu até que vou –mas preferia me sentir mais tranquila. A questão é que seguranças em portas de lojas, farmácias, supermercados e restaurantes, isso se vê muito em Israel, país que vive em guerra. Parece que aqui a gente também vive em guerra, com uma diferença básica: a gente pensa que não está em guerra. Essa história de não querer enxergar a realidade nunca deu certo. E não é agora que vai dar. Fico injuriada, preocupada, acuada. Enquanto isso, o outono teima em ser lindo na minha janela.
