Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Dias de outono, tardes coloridas – e a CPI bombando em Brasília. As notícias reviram qualquer estômago. Já trabalhei muito com isso, com informação de bastidores, era realmente uma loucura. Eu saí do ramo, mas parece que o ramo não saiu de mim. Continuo querendo saber tudo e continuo também a contar tudo o que sei no Glamurama e nas colunas das revistas J.P e Poder. Enquanto isso, as tarde continuam lindas. A diferença é que às vezes – ou muitas vezes-, no final do dia, tem um arrastão aqui ou outro ali. Neste domingo teve mais um, perto da minha casa. Fim dos tempos? Hoje em dia, quem quer ir a restaurante que não tenha segurança ostensiva na porta? Eu até que vou –mas preferia me sentir mais tranquila. A questão é que seguranças em portas de lojas, farmácias, supermercados e restaurantes, isso se vê muito em Israel, país que vive em guerra. Parece que aqui a gente também vive em guerra, com uma diferença básica: a gente pensa que não está em guerra. Essa história de não querer enxergar a realidade nunca deu certo. E não é agora que vai dar. Fico injuriada, preocupada, acuada. Enquanto isso, o outono teima em ser lindo na minha janela.

Mudanças não são coisas simples. São momentos especiais que marcam a vida da gente. No caso do Glamurama, não é diferente: muita gente vibrando, outras ainda penando um pouco até entender o novo formato e se acostumar a navegar. Sim, até para a gente aceitar coisas melhores a gente passa por momentos de angústia: o medo do “novo”. Na verdade, essa sensação é até saudável: houve, sim, uma mudança, e isso tem de ser sentido – se não, não é mudança. Por isso, se você, querido internauta, está se sentindo um pouco… perdido, não se preocupe. Já, já, isso passa. Crescer é assim mesmo. Dá um certo trabalho, mas sempre vale a pena. O principal: nossa essência é a mesma. E a gente está junto. Por falar em junto, o que foi aquele monte de obras de arte reunidas na SP-Arte, no fim de semana passado, na Bienal? Achei uma delícia passar quase quatro horas passeando pelos corredores, testando meus conhecimentos – sim, estudei história da arte por mais de dez anos –, descobrindo novos artistas e redescobrindo outros dos quais não ouvia falar há tanto tempo. Foi uma verdadeira viagem… em primeira classe, claro! Só coisas boas! Na sequência, um Dia das Mães delícia, com direito a cartão especial e, de presente, o livro “Nietzsche Para Estressados”. Esse filho, o meu, conhece bem a mãe que tem. Ele tem duas, aliás, a de verdade… e eu. E o melhor: sabe muito bem das duas. Isso é a vida. Mudando, crescendo, aceitando, se aprimorando, abrindo os horizontes. Dá trabalho? Sim, dá. Mas é bom, muito bom. Recomendo.

Cartão de Dia das Mães, o livro "Nietzsche para estressados" e obras de Stephan Doistchinoff e de Ernesto Neto na SP-arte: mudanças, carinho e programa primeira classe em São Paulo

Como vocês todos devem ter percebido, o Glamurama mudou. Cresceu, virou quase um portal. Nos últimos dias, antes de o novo site ir ao ar, o troca-troca de e mails entre editores, direção, repórteres, enfim, entre todos os envolvidos no projeto, foi grande. Afinal foram oito meses de estudos, de vai, de vem. Muito trabalho, muita discussão, muitas escolhas a serem feitas, muitos caminhos novos. Quando foi chegando a hora, emoção generalizada: muita gente chorando ao ver o novo “rebento” nascendo, cheio de energia e vigor. Confesso que, para mim, foi um marco. Uma coisa muito forte. Um momento novo, um outro patamar, um mundo. Pois bem: o novo Glamurama está no ar. Cheio de interatividade, cheio de “curti”, “amei”, “bafo” e por aí vai. Sobre tudo o internauta pode opinar, afinal, o melhor da rede é justamente isso: a liberdade de expressão. Nesse novo momento, as notas políticas, que tanto frequentaram minha coluna nos tempos de Folha de S.Paulo, voltam com tudo. Sim, teremos mais furos, mais temperatura e muita emoção. Também consumo, festas, programas, cultura, comportamento e moda: aqui tem de tudo. Do bom e do melhor. E mais: tudo muito bem apresentado. O esforço de toda nossa equipe foi enorme – e aqui vai meu sincero reconhecimento: que turma danada! Tudo valeu a pena. E vai valer ainda muito mais. A ideia é que você, querido internauta, curta muito. Porque nós, aqui, estamos adorando. E, nessa estrada, só vale mesmo se a gente for junto.