Neste domingo assisti a uma reportagem sobre Raul Seixas na TV. Desde pequeno, meu filho Fábio era louco por Raul Seixas. Eu sempre gostei das letras, das músicas, do jeito e da maluquice-beleza dele. Ontem, enquanto assistia às peraltices de Raulzito no Fantástico, resolvi postar no Twitter o quanto eu gostava dele, o quanto eu o homenageava e também a todos os malucos-beleza do país. Não é que recebi de volta várias mensagens dizendo coisas do tipo “Mas você gosta de Raul Seixas? Jamais pensei” etc etc. Achei meio engraçado eu ser cobrada sobre isso porque, para mim, faz o maior sentido Raul e eu, eu e Raul. Mas tenho de concordar: minha imagem talvez esteja um tanto despregada da verdadeira realidade. Sempre tive alma hippie, sempre gostei de viajar pelo Brasil me perdendo em lugares onde gente como eu não ia. Também adoro campeonatos de surf na TV. Tá bom que também amo uma novela… mas sempre fui “gauche”. Mesmo porque sou a terceira filha mulher de minha família – e alguma coisa eu tinha de fazer para chamar atenção. Pois bem: nada mais natural do que eu ser fã de Raul Seixas, que exprimia muito bem muitas das coisas que eu sinto e acredito. Para mim, maluco-beleza é tipo um superelogio. Chamar alguém assim quer dizer que eu tenho a pessoa em alta conta. Será que esse papo está qualquer coisa? Será que estou pra lá de Marrakech? Não, essa sou eu. Meio aliche, meio mozzarella. Mas sempre bem temperada – isso, quando não desanda…