Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Atropelos, correndo atrás do rabo, agitação e noites mal dormidas: isto é o mês de dezembro. É assim que estou me sentindo, de novo como se tivesse um foguete aceso atrás de mim e eu correndo, correndo pra não ser pega. Mas isso, aqui entre nós, é o normal: todo final de ano é a mesma coisa. O diferencial desta vez é que viajei muito, participando de palestras, discussões, de uma feira de literatura. Fui à Lapinha, perto de Curitiba, festejar os 40 anos do spa, com direito a muita comida saudável, passeios, exercícios, tratamentos, massagens e alto astral. Lá participei de uma discussão sobre simplicidade e sofisticação, foi muito bom. Da Lapinha, uma escala em São Paulo para assistir numa noite mais que especial a estreia do “Macbeth” de Bob Wilson. Fiquei louca com a montagem da ópera, que cara incrível, único, do tipo que faz a diferença no mundo. No dia seguinte, quinta, dia 22, direto para a Flipipa, feira de literatura da Pipa, Rio Grande do Norte. Um Brasil imenso, do Paraná ao Nordeste, com uma escala no PIB paulista. Sou um bocado sensível e garanto que todas essas mudanças de cenário e mesmo as pequenas nuances não passam batidas por mim. E mais: eu pago um preço por isso. A intensidade é grande, das pessoas em volta, dos momentos únicos, do orgulho de estar cercada por gente tão diferenciada e que me faz pensar tanto. Sim, o ano foi muito difícil e continua sendo, pois ainda não acabou. Sim, os movimentos na minha vida foram intensos – e continuam sendo. E sim, eu quero continuar vivendo com todas essas emoções.

Nossa, esta semana tem muito assunto. Fiquei longe porque tive tempos bem atribulados. O período difícil terminou em glória: a festa de seis anos de nossa revista J.P, que aconteceu no domingo na Fundação Ema Klabin. Por onde eu começo? Pelo cenário, sofisticado, elegante, a nossa cara. Pela gente muito especial que esteve conosco, gente que me deixou muito, muito feliz. Parceiros, amigos próximos,a turma que trabalha conosco. Momentos únicos. Por falar em momento único, estive sexta no show de Roberto Carlos. Esclareço: não perco um. Adoro estar lá na frente, ouvindo aquela orquestra incrível e assistindo  RC cantar daquela maneira aquelas canções todas. Sim, sou romântica. Sim, amo o rei! O bom é que aqui, neste espaço, posso ser sincera. Nada de patrulhas, nada de amarras. Posso dizer aqui também que todos os domingos, antes de dormir, assisto Chegadas e Partidas, comandado magistralmente por Astrid Fontenelle, minha chapa há séculos. Astrid e a TV de boa qualidade se amam. E eu amo as duas. Na verdade, gosto de descrever aqui experiências e sensações que fazem a diferença na minha vida. Tem mais uma: neste sábado, fui com duas amigas queridas e o marido de uma delas no Traço de União, em Pinheiros. Minha primeira vez lá. Dancei muito e fiz backing em várias canções, com microfone e tudo. Dancei e lavei a alma. Em tempos de violência, fenômenos esquisitos da natureza e preocupação, tiro sim um tempo para mim. Se não, quem aguenta? E nunca me esqueço de uma coisa: eu quero mais é ser feliz. Tá?