Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Segunda foi dia de testosterona aqui no nosso cafofo-chic, a Casa Glamurama. Dia de lançamento de livro em homenagem ao Timão. Resultado: um monte de homens falando de… futebol. Essa era a vibe reinante, e a gente, aqui, adorou… Eis que chega, tipo 8 e meia da noite, Ronaldo. Sim, o Fenômeno, em carne e osso – para não perder a chance, bem mais carne do que osso… -, entrou pela porta e roubou o ar da sala: todo mundo parou e se virou na direção dele. Incrível o poder de uma pessoa como ele. O que não faz um carisma desse porte… difícil de explicar, mais difícil ainda de entender. Se Ronaldo está ou não jogando, se engordou ou se emagreceu, tudo isso quer dizer… nada. O cara tem a força, tem um ímã, sei lá, mas é difícil não ficar olhando o tempo todo pra ele. Forte, robusto, sempre com um sorriso pendurado no rosto e carinha de bebezão. Vocês vão dizer que, com a conta bancária dele, assim, fica fácil sorrir. Mas Ronaldo nasceu com a estrela – não foi só depois de ficar rico, não… nessa noite, aqui, fiquei ao lado dele durante certo tempo e deu muito bem pra sentir a vibe em torno: todo mundo queria estar perto, todo mundo queria tocar nele. São raras as pessoas assim. Mais raro ainda é a gente ficar perto de uma delas, em meio a uma pequena multidão – sim, só assim dá pra medir o que estou falando. O que dizer de um cara que já passou por situações no mínimo constrangedoras, complicadas mesmo, e que até hoje é um verdadeiro ídolo? Só isso: Ronaldo é mesmo um fofão.

De volta pra casa. Catorze dias fora, sendo nove em Israel e quatro em Paris. Confesso que fiquei mexida, muito mexida: cada vez que vou a Israel a coisa pega de uma maneira diferente. E desta vez, como passei em seguida por Paris, a sensação foi bem esquisita. Questão de valores, talvez: em Israel, a moda não tem muito vez, nem faz sentido. Lá a questão é de sobrevivência e de defender seu território. Subi nas colinas de Golan e, olhando lá de cima, dá pra entender um pouco mais o funcionamento diferente dos israelenses. Fui ao norte, ao sul, ao leste e ao oeste. Desta vez, deu pra perceber mais o que é tudo aquilo. Ao aterrissar em seguida direto em Paris, o choque foi grande. Sentimentos profundos versus requinte exacerbado. Alma e corpo. A vida é bem assim: altos e baixos. Amargo e doce. Isso abre a mente, faz a gente pensar no que é certo, no que é errado, ou, melhor ainda, quanto disso e quanto daquilo. Sem pieguices e com muita amplidão. Como bem canta Roberto Carlos, é preciso saber viver. Eu continuo aprendendo.