Muita coisa esquisita acontecendo. Muita coisa triste também. Muita confusão, informações truncadas, equivocadas. Mas, no meio disso tudo, tenho sentido uma vontade de… reencontro. Isso mesmo: vontade de estar em contato com quem já estive há tempos ou até com quem não estive mas gostaria de ter estado. Confuso? Eu explico: fui nesta quarta-feira almoçar na casa de uma amiga, com outras duas que ela convidou. Almoço de quarta-feira, sem nenhum motivo extra para comemorar. Pois aí é que estava a graça: todas elas, as três, eu conhecia há tempos, bastante tempo. Nunca a gente se frequentou ou saiu juntas, mas, ao encontrá-las pela cidade um dia, eu disse: “Por que a gente não almoça juntas? Vamos?”. Pois bem: o almoço rolou e foi uma das coisas mais deliciosas que aconteceu comigo nos últimos tempos. Falamos, é claro, muito: de momentos importantes que passamos, de momentos tristes, de muitos anos atrás, de alguns – e de agora. Uma delas, Sylvia Bastos Tigre, a anfitriã, foi a grande surpresa: que mulher incrível! Vivida, machucada, alegre, viva. Quantas histórias – e quanta energia! Malu Fernandes, cool, profunda, especial, Ruthinha Waisman, mulher moderna e antenada… e euzinha. Quanta conversa interessante, quantos ex-namorados, atuais e também futuros. Comida deliciosa, uma empregada – uma só – querida e sorridente. O mais engraçado? Todas essas “jovens senhoras”, tipo 60 anos, minhas três amigas, estão sem maridos. Algumas namoram. Outras em vias de. Todas felizes.