Com a alma meio aqui, meio nos últimos dias que passei na Grécia. Mês de junho, o início, pra mim, tem gosto de férias. Mesmo que tenham sido apenas oito dias em Mykonos, eu diria que o efeito é devastador. Sempre tive dificuldade em enfrentar os dias cinzentos do inverno em São Paulo. Tenho a sorte de poder viajar com bastante frequência, seja a trabalho, seja apenas para olhar o mundo e observar o que acontece fora do umbigo. Confesso que aproveito ao máximo o que a vida me dá, me permite , me proporciona. Uma semana por ano, no mínimo, sob o sol da Grécia antes de a temporada de verão realmente começar representam para mim um sol dentro do meu peito. Uma sensação de plenitude que alcanço guiando um jipinho pelas estradas vazias da ilha, cercada por uma vegetação seca que instiga meus sentidos. O sol brilha de uma maneira muito mais intensa, talvez por conta do cenário, casas todas brancas, e aquele marzão enorme, calmo, azul. Todos os anos – sim, sou uma habituée…- meu maior prazer é me render aos deuses gregos, aos filósofos. Este ano a situação no país é grave, muito grave. Nada muito diferente do que a gente já viveu no Brasil, durante muito tempo. Por ironia do destino, agora é nossa vez de estarmos tranquilos, estáveis. Hora de eles aprenderem a lição. Uma oportunidade rara de viver sensações extraordinárias.