O mundo está, sim, girando mais rápido. A vida correndo e ai de quem não for junto. Só que eu, sorry, estou no meu ritmo. Isto não quer dizer que não esteja plugada, ligada, atenta e comovida com tudo que tem acontecido por aí, de bom e, principalmente, de ruim. Claro que sou humana. Claro que fiquei e fico chocada a cada imagem da tragédia no Japão, da guerra na Líbia. Até a família Obama me comoveu… Mas a questão é que , parece, estou aprendendo a observar, pensar, refletir, analisar – mas sem me desesperar, sem ficar ansiosa em excesso, sem me atrapalhar. Repito: parece que estou começando a aprender, mesmo porque haja tarefa difícil como essa. Sempre fui ansiosa, às vezes angustiada. Com a chegada de uma consciência maior – leia-se idade – tudo isso foi piorando, piorando, só que chega uma hora que não dá. É tanto atropelo, tanta correria, tanta informação e tanta coisa esquisita que ou a gente dá um tilt e pifa ou tenta mudar de sintonia. Eu estou tentando a segunda opção, depois de ter sucumbido à primeira. Não é fácil: dou umas sumidas – daqui e do mundo. Tento voltar e não consigo, e assim vai. Agora, eis me aqui. Meio cá e meio lá. E desculpas mais uma vez… Mas essa sou eu.