Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Nunca fui de gostar de musicais, sorry, mas era verdade. Admiro muito, isso sim, um trabalho feito com tanto cuidado, envolvendo tantos profissionais gabaritados e talentosos… Mas confesso que essa não era minha praia. Mesmo em Nova York, a Broadway nunca foi um de meus destinos certos – a menos que fosse para assistir a algum espetáculo de teatro, que adoro. Pois bem: vou aproveitar este espaço aqui para me redimir. Assumo que devo ter perdido muita coisa boa nesses tempos em que fiquei, eu mesma, off-Broadway. Ainda não vi Cláudia Raia em “Cabaret”, mas soube que está tudo maravilhoso, ela inclusive – e principalmente. Mas nesse fim de semana, no Rio, fui assistir ao espetáculo sobre a vida de Tim Maia. Pausa: acho que desde “A Chorus Line”, na versão Broadway, eu nunca tinha assistido a nada tão bom, tão redondo, tão absoluto como esse musical. Texto de Nelsinho Motta, primoroso. A direção? Incrível! O timing, o desempenho de Tiago Abravanel, ele em si o próprio Tim Maia? Tudo perfeito! Os figurinos, os cantores e bailarinos, excelentes, a banda? Nunca eu tinha assistido por aqui a uma coisa tão redonda, tão benfeita e tão deliciosa. Dava vontade de que nunca terminasse… Por quê? As canções, deliciosas. O ritmo, o suingue… Os personagens: Elis, Roberto Carlos, Jorge Ben… A vida louca e, às vezes, bem triste dele… Enfim, um espetáculo no verdadeiro sentido da palavra: diverte, emociona e, o melhor, faz a gente pensar. E claro que também cantei muito. E chorei.

A vida passa rápido. Os dias correm, embora as horas às vezes até demorem… Já se foram cinco anos desde que a gente lançou a revista que leva meu nome e que a gente chama de J.P – e muita coisa aconteceu nesse período de tempo: o filhote cresceu, conquistou um lugar no mercado de revistas brasileiro, e eu, com isso tudo, estou muito, muito feliz. Não é pouca coisa chegar onde estamos, isso eu posso garantir. Sou do ramo. Para celebrar a ocasião, fizemos duas festas: a de São Paulo foi na Fundação Ema Klabin, no Jardim Europa. Puro requinte e, ao mesmo tempo, pura vibração, alegria e comemoração. Tarde de sol, um jeito paulistano de festejar; um belo jardim, gente bonita e muita energia no ar. No domingo seguinte, Rio de Janeiro: Bar do Copa, meus deejays do coração, Dany Roland e Rodrigo Penna. De presente, o grupo Santa Clara – amei e dancei muito! – e Mart’nália, que adoro. Precisa dizer que eu estava nas nuvens? Convidados de todas as gerações, a turma do society carioca que eu conhecia desde pequena, quando lia as colunas do Ibrahim Sued e depois da Hilde, globettes, gente elegante, da moda, das artes, alegre, despretensiosa. Rio e São Paulo, entre os dois, meu coração balança… Nesse meio-tempo, fui ao Pará dar uma palestra em Belém. Fiquei tão mexida que ainda não entendi direito o lugar e o impacto que a visita causou em mim. Adorei os paraenses e o sorvete de castanha-do-pará. Semana que vem, Fortaleza e mais uma palestra, mais uma experiência. Viver no século 21 é isso. Eu sou uma representante típica. Ir contra? Nem pensar. Sou uma mulher do meu tempo. E, com licença, mas eu preciso passar…