Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Vinte e quatro dias fora e, agora, de volta a São Paulo. Gosto de ir, adoro voltar. É bom abrir a cabeça, principalmente em Nova York. Circular leve e solta, ir a lugares diferentes, exposições, museus. Tomar café na esquina, ir ao supermercado – que fique claro: meu lugar preferido para fazer compras de comida é o Chelsea Market. Andar na rua depois da meia-noite, sem stress, sem medo. Gosto do dia a dia trabalhando fora, sem as pequenas chatices da vida cotidiana daqui. Me viro bem limpando casa, fazendo café, reciclando papel e plástico –tenho mania… Será TOC? Mas o fato é que voltei, feliz da vida. Estava com saudades. Como já disse várias vezes por aqui, tenho três cachorros dos quais sou dependente. Total. Sinto muito a falta deles quando estou longe, o que faz com que a volta se transforme numa coisa de prazer, carinho, afeto. Bom. Enrolei bastante para dizer que estou superesquisita porque meu apartamento está em reforma e estou morando em outro. Muito charmoso, bacana… mas não é o meu. E isso é muito esquisito pra mim, que sou superligada nas minhas coisas. Acordar à noite pra fazer xixi, coisa mais que natural, torna-se algo delicado em um território desconhecido. Relaxar depois de um dia de trabalho também não é a mesma coisa. Estou tendo que aprender, me adaptar. Claro que não é nada grave. Sei que é provisório. Mas é justamente nesses pequenos detalhes que moram nossas grandes neuroses.

Mais de dez dias em Nova York e já estou naquela fase que não consigo nem ler o jornal do dia. Aliás, os jornais: “The New York Times”… e o “Post”, claro, trash total mas com colunas de gossips fantásticas. Todo mundo lê. E todo mundo que ser citado, desde que falando bem, claro…A vida aqui é mesmo muito corrida. Estamos agora em plena semana de moda, muita gente bacana e bem-vestida circulando no pedaço. A moda por aqui não é aquela coisa Paris ou Milão, todo mundo meio que parecido, meio que tendência. Aqui as pessoas tem mais personalidade. São mais criativas, não precisam repetir modelos. Nesta temporada, nenhum filme especialmente está fazendo minha cabeça.
Nenhuma grande mostra em museus: a vida cultural aqui começa em outubro. Os shows e sitcoms na TV estão em novas temporadas. E tive a chance de ver pela primeira vez David Letterman fazer uma entrevista realmente boa: foi esta semana, com Michael Douglas. As perguntas sobre a doença do convidado –ele está com um câncer bem complicado- foram interessantes, apesar de Michael Douglas ficar o tempo todo brincando, até com o próprio assunto. Mas David Letterman foi ao ponto. Oprah está mandando ver, assim como Ellen de Generes.  O High Line está cheio de gente e mostra como uma obra de urbanismo bem feita pode fazer bem para uma cidade. Os brasileiros sumiram um pouco depois da semana do Sete de Setembro e do show de Ivete Sangalo.
Manhattan volta a ser a mesma, cheia de gente do mundo todo, curiosa para saber o que é que a cidade tem. A saber: liberdade, respeito e um certo tempero que faz toda a diferença.
PS: Para saber e ver o que está rolando por aqui, principalmente no bairro de Chelsea, clique aqui e assista ao “Pode Entrar!”. Eu estou lá, mostrando e contando tudinho.

Ufa, que calor, que secura, que chatura! Calor é ótimo, desde que seja verão. Mas tudo meio fora de hora soa esquisito. E de esquisita, basta eu! Quer saber o que está segurando as pontas para mim? A primeira pitanga que surgiu aqui na árvore de nosso jardim, na Casa Glamurama. Eu a batizei de Juno assim que a vi, há anos, pela primeira vez. Pois bem, Juno voltou e me deu momentos de muita alegria. Para desanuviar a cabeça, cheia de minhocas, só mesmo Maria Adelaide Amaral e sua Ti-ti-ti. Que delícia chegar em casa e ver todos aqueles birutas em diálogos absurdos! Hoje em dia cheguei à conclusão que, para relaxar mesmo no final do dia, não basta eu ter uma massagista à minha espera em casa. Preciso, sim, da massagem. Mas com a TV ligada, de olho nas maluquices de Jaqueline e nos papos-cabeça dos dois filhos pequenos de Jaques Leclair. A ficção é uma delícia. Desde o Boris de Woody Allen em “Whatever works” eu estava saudosa de uma maluquice das boas. Agora encontrei! E bem mais perto de mim do que pensava!