Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Ainda estou sob o efeito avassalador do filme de Woody Allen a que fui assistir sábado à noite. José Feres, meu professor, que nos dá aula de literatura às segundas de noite, em casa, disse que filme tem mesmo de mexer com a gente. Esse fez uma revolução na minha cabeça. Claro que havia espaço de sobra para isso… Resumo da história: um cara mais velho, genial e ranheta, larga sua vida yuppie – chata e óbvia- no Upper East Side de Manhattan, vai para Downtown, entre Nolita e Chinatown, e vive a vida que escolheu, meio freak, sem muita grana mas cercado de amigos -todos inteligentes como ele mas menos ranhetas. Dá aulas de xadrez para crianças do bairro e aí a situação é hilária. Enfim, o que vem a seguir é uma história que aquece a alma, faz rir e faz a gente sentir que sim, existe sempre uma saída até para as vidas mais babacas. O filme se chama “Whatever Works”, “Tudo Pode Dar Certo”, em português. Para mim, deu vontade de voar, sorrir, ficar maluca. Livre para tudo. Não quero contar muitos detalhes porque minha sugestão é que todos assistam a esse filme – e me mandem mensagens dizendo o que acharam. Mas o fato é que quando penso que literatura me tira os pés do chão e me mostra o quanto um autor é um ser especial, lá vem Woody Allen e me faz cair de quatro por um filme seu. Claro que adoro cinema e não só Woody Allen como diretor. Mas devo confessar que suas “neuras” se encaixam muito bem nas minhas…

Cena de "Tudo Pode Dar Certo", novo de Woody Allen

Cena de "Tudo Pode Dar Certo", novo de Woody Allen

Mais uma ausência, que espero, traga suas compensações: fui passar cinco dias em Nova York, em pleno verão. Tudo fervia, inclusive a cidade, cheia de turistas não só do mundo todo, mas também de lá mesmo, dos Estados Unidos. Uma mostra incrível da mineira Rivane Neuenschwander, no New Museum, no Bowery. Um filme muito interessante, que mostra bem as agruras dos tempos modernos: um casal gay, duas mulheres, cujos dois filhos foram concebidos por meio de um doador de esperma anônimo. Daí que as crianças resolvem ir atrás do pai… e daí que o pai é um cara superbacana, que se envolve com os filhos… e com toda a família. Annette Benning e Juliane Moore são as estrelas de “The Kids Are All Right”. Os dois filhos também são excelentes atores. O pai? Mark Ruffalo. Quando chegar aqui, corram para o cinema. Até porque como tema de discussão é excelente. A crise ainda continua a dar pinta por Nova York.
Restaurantes nunca lotados, lojas mais elegantes bem vazias. Sim, julho não é um mês “quente” para vendas. Mas também não é agosto, quando tudo fica às moscas… Tenho tido a oportunidade de acompanhar a cidade durante esses tempos mais difíceis e isso tem se tornado um assunto muito interessante para mim. Muitas lojas fecharam. Restaurantes, até que não. O mercado imobiliário está aquecido e os imóveis continuam sendo vendidos, comprados, o que é um ótimo sinal. Ah, experimentei um drink, na verdade um refresco, delicioso e gostaria de passar a receitinha pra vocês: uma bola de sorvete de limão, completar o copo – longo – com suco de laranja e finalizar com uma pequena dose de Campari. O nome? Orange affogatto.
Delícia. Recomendo tomar sonhando com o verão no hemisfério sul…

Ufa! Cheguei! E apesar de ter aterrissado das férias em câmera lenta, parece que hoje finalmente peguei no tranco. Mas confesso algo que vocês todos estão carecas de saber: não é fácil voltar de férias. Principalmente quando a gente vem de um lugar ensolarado, sem poluição, com um mar azul claro, gente alegre e bom vinho. Mas o fato é que cheguei cheia de energia, de idéias, pronta para recomeçar. Nesta quinta-feira estreamos nova home do Glamurama e a versão em inglês do site. Sim, estamos cada vez mais internacionais, porque o mercado assim quer. Glamurama é conhecido em Nova York, citado e comentado. Era nossa obrigação corresponder a esses internautas. É um passo grande na trajetória do site e de nossa empresa. Estou orgulhosa do trabalho de toda essa equipe jovem e dinâmica. Além de orgulhosa, muito feliz. O início do mês de julho me deixa também contente: a cidade fica mais vazia, dá vontade de sair, curtir São Paulo. E olha que tem muito o que curtir…Enfim quero celebrar aqui também um gol na esfera pessoal: consegui trazer de volta para a escola o Mateus, um amiguinho meu de 16 anos que, por causa de suas dificuldades físicas, estava fora do colégio. Com a colaboração de funcionários exemplares da Secretaria de Educação do Estado e mais minha secretária Erika, conseguimos, apenas com nosso empenho pessoal, sermos atendidos e, com isso, Mateus volta dia 27 às aulas. Sem qualquer pistolão ou ajuda de conhecidos. Sonia, uma funcionária excepcional, foi nossa fada-madrinha neste projeto.
Obrigada a todos que participaram desses processos, do Glamurama e do Mateus, que, em esferas diferentes, me permitiram me sentir muito mais feliz.