Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Devo confessar algo: estou apaixonada. E sabe por quem? Ou melhor pelo quê? Por um iPad que ganhei. Devo esclarecer que não sou louca por gadgets, nem brinquedinhos hi-tech. Mas ao tentar, e conseguir, ligar sozinha e programar – quase  sozinha – o tal iPad, fiquei louca. A internet vai rápida como um foguete – que coisa mais antiga essa comparação, não? O fato é que ele deixa os outros laptops e colegas comendo poeira. Tem um tamanho fofo, não é grande, nem pequeno. Posso usá-lo vendo tevê ou na minha cama. Atenção: ele pesa muito menos que qualquer laptop de ponta. Na verdade, eu até pensava, quando o produto foi lançado, que não precisaria de um, já que tenho um monte de engenhocas. Mas confesso que foi amor à primeira vista. E posso explicar por quê? Porque funciona muito! É ágil, fácil como todos os produtos da Apple – e, como costumo dizer – à prova de burro. Toda essa apologia tem um motivo: reverenciar o talento de Steve Jobs, o dono e a grande cabeça da Apple. Que cara é esse? Ele nunca lança produtos que não servem pra nada. Ao contrário: suas novidades tecnológicas sempre trazem um plus que facilita a vida da gente. Um gênio. Se não for o maior, um dos maiores do século 21. Depois de uma semana de caso com meu iPad, ouso dizer que tudo o que Steve Jobs lança merece toda a minha atenção. É assim que os gênios devem ser reverenciados. Evoé.

Ontem foi um dia muito especial na minha vida. Vocês dirão: “ih, lá vem ela mais uma vez com essa história”. Só que de um tempo para cá, tenho prestado mais atenção nos momentos mágicos que tenho vivido. Os últimos foram na semana que passei em Roma. E nesta quinta, outro muito… profundo:  ganhei uma minifesta atrasada de aniversário meio surpresa, feita e organizada não por mim mas, sim, por pessoas muito queridas.
O melhor? Só tinha gente muito próxima e que de alguma maneira foi importante no período complicado pelo qual passei. Nunca mais havia comemorado um aniversário, nem estava pensando nisso, daí que a organização foi à minha revelia. No final, devo dizer que fiquei encantada. Nem conseguia dormir depois, de tão excitada que fiquei com tanto astral, tanta energia no ar. Foi no Maní-Oca, um lugar também mágico, com comidinhas preparadas por Helena Rizzo, chef super estrelada – e querida – do Maní. Bebidinhas e o som mais que cool de Cris Naumovs, minha amiga. Dá pra sentir a vibe? Pois eu estou sentindo a vibração até agora. Amigos de adolescência que estão perto de mim até hoje, família, gente que trabalha junto de mim. Tudo orquestrado por… meu marido. Sabe anel de brilhantes, Rolex de ouro, carro importado etc, etc? O que eu ganhei ontem vale muito mais que tudo isso – junto. É o que eu sinto. De verdade.

De volta a São Paulo, mas com gostinho de Roma no céu da boca. Nossa, como mexeu comigo essa temporada por lá… Já tinha ido a Roma diversas vezes, desde que tinha 13 anos de idade, minha primeira viagem à Europa, costumo passar por Roma. Não sempre, mas muitas vezes. Só que nunca tinha ficado lá mais de três ou quatro dias. Desta vez, uma semana fechada me permitiu sentir muito mais a cidade, entender a importância da Itália, seu valor no mundo. Foi muito confortável, delicioso, um enorme prazer mesmo passear por aqueles lugares lindos, sem pressa de nada – sim, porque Roma não lembra Nova York em nenhum momento. Amo os dois lugares, as duas cidades são incríveis, assim como agora também aprendi a gostar de Londres e sempre achei Paris puro charme. Acho que o fato de ter nos últimos tempos viajado bastante para os mais variados destinos tem me feito ver o mundo sob  ângulos diversos. Sem preconceitos, sem julgamentos. Apenas tenho absorvido experiências e percebido quais têm tido mais a ver comigo. Me sinto uma antropóloga heterodoxa, dos tempos modernos, observando e tentando aprender com cada povo o que eles têm a me ensinar. Posso garantir que tenho aprendido muito e que isso está ajudando a ampliar meu olhar sobre as coisas, pessoas, o mundo. Me sinto também mais sábia, mais madura. Mas voltando ao pé no chão, devo deixar claro que as experiências mais sensoriais, digamos assim, mexeram muito comigo. A saber: sorvetes, alcachofras, vinhos, tomates, azeite e, para fechar com chave de ouro, um espresso duplo corretto. Isto é , “corrigido” por uns golinhos de Sambuca. Arrivederci, Roma. Volto já já.

Espresso e Sambuca na piazza del Popolo

Espresso e Sambuca na Piazza del Popolo

Que cidade mais linda é essa? A cada rua, cada beco, cada praça. E as fontes? Hoje fui na Fontana di Trevi pela décima vez ou algo parecido, acredito –sim, sou uma felizarda. Mas a sensação de chegar lá, de ver aquele cenário de Federico Fellini esperando Anita Ekberg tomar banho…enfim, sempre parece a primeira vez. É sempre maravilhoso, mágico. Claro que joguei uma moeda –de costas. Claro que quero voltar a Roma, sempre que der. Porque a gente não se cansa daqui, de olhar tanta coisa bonita, de tanta luminosidade. Desta vez andei mais a pé do que nunca. Chegar aos monumentos caminhando dá uma outra sensação. Ontem peguei um daqueles ônibus de turistas, de dois andares, e sentei no de cima, descoberto. O dia era de sol e o passeio ficou melhor ainda. Chegar por exemplo ao Coliseu dá até um arrepio. É muito forte, muito bonito entrar num pedaço da história onde a gente sente no ar o peso –tanto das coisas boas, como nesse caso, também das ruins. Tenho comido muitas alcachofras alla romana, todos os dias. Adoro alcachofras, agora é a estação delas e Roma é o lugar para isso. E os sorvetes? Socorro!!! Tem coisa melhor para fazer numa tarde de um dia de semana do que tomar um sorvete? Não, não me respondam o óbvio: namorar, transar, fazer amor. O sorvete está além. Tenho investido nos de pistache e de marrom glacê, sem esquecer o de limão e o de chocolate amargo. Hoje descobri uma minicasquinha com cobertura de chocolate –tomei três. Foi bom demais. Como, teoricamente, eu só deveria tomar um sorvete nos sete dias da viagem…espero que este seja um segredinho entre vocês e eu. Pode ser?

Em Roma: Mini delícias

Em Roma: Mini delícias

Boa noite Roma, boa tarde São Paulo. Ou melhor, Brasil. Cá estou eu num final de tarde início de noite ensolarado, com as cores mais bonitas do mundo – pelo menos na primavera. Que luz! Quando o sol se põe e ilumina as construções rosadas, meio terracota, perto da Piazza di Spagna, a gente só tem um direito: o de se sentir feliz, abençoada por poder usufruir de um cenário tão lindo. Hoje aqui foi um dia especial: fui ver uma mostra no museu de arte moderna sobre mulheres,  a vanguarda feminista nos anos 1970. Vi lá obras, fotos e vídeos de uma das minhas preferidas, Cindy Sherman. Tudo muito forte, impactante. Depois, passeio a pé por pequenas ruas, um sorvete de marrom glacê – experimentei também um chamado “pinolata”, feito daqueles pinhoezinhos, pinoli… Delicia! Chá no Babington, passeio a pé pela via Margutta. Roma é mesmo maravilhosa. Parada no tempo, uma coisa anos 1960, daí seu charme. Aqui não se tem pressa.  Aqui se contempla, se vive de uma outra maneira. Não vou dizer que prefiro esse tipo de vida, mas para uns dias de relax e observação é muito bom… Encantador eu diria. Hoje também passei boa parte do dia recebendo e-mails do Brasil, comentando minha participação no programa de Marília Gabriela, que foi ao ar neste domingo no GNT. Nossa, quanta gente se manifestou! Quanta gente se sensibilizou. Até eu, que daqui de longe não assisti, cheguei a ficar emocionada com algumas mensagens. Enfim, obrigada, muito, a todos. Fico feliz de poder ser sincera na vida. Isso não é pouca coisa.