Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Domingos são dias esquisitos. São bons porque a gente pode acordar a hora que quiser, e isso eu adoro. Mas às vezes podem ser tediosos justamente porque são véspera das segundas-feiras. Mas este domingo de sol de rachar e calor infernal foi diferente. Eu tinha ido ao Rio na sexta cedo, tive um final de tarde na praia do Leblon, um jantar delicioso e voltei no sábado na hora do almoço. Não consegui ir ao show de Beyoncé, porque quase fiquei presa numa marginal inundada, alagada e cheia de raios por todos os lados. Pois bem: depois da sexta deliciosa no Rio e um sábado alagado, foi no domingo que vivi um dos dias mais gostosos dos últimos tempos. Fui almoçar na casa de Hector Babenco, que fazia aniversário. Gosto muito dele, do jeito dele, de seu humor. Tinha um monte de gente bacana e uma paella deliciosa. Sim, geralmente sou pega pelo estômago… mas o clima estava tão relax, tão cool, todos os amigos felizes, Hector mais ainda. Saindo de lá resolvemos ir ao cinema assistir ao filme com George Clooney. Não consigo decorar o nome, mas também tudo bem, porque o nome em português não quer dizer nada sobre o filme, que conta a história de um cara que viaja cruzando os Estados Unidos só demitindo funcionários de grandes empresas. Ele vive disso. Já tinha lido sobre o filme, mas fiquei muito bem impressionada com tudo: roteiro, direção, história e principalmente com o próprio protagonista. Para mim ele virou um Robert de Niro, um Dustin Hoffman. George Clooney está genial no papel. Um filme que mexe com gente que vive neste século 21, cheio de incertezas. Ótimo para terminar um fim de semana de maneira inteligente.

Recebi vários posts em função do que escrevi sobre Salvador e férias. Muita gente gostou. Outros criticaram e alguns pediram para eu escrever mais sobre modismos e aquelas coisas todas que muita gente gosta de ler –e eu, de escrever. Só que às vezes minha cabeça vagueia para outros lugares. Hoje, por exemplo , estou muito, mas muito feliz. Fui no meu médico, dr. Sergio Simon, com quem fiz tratamento para combater um câncer que tive na mama, e ele me disse que eu estava muito bem. Eu tenho mesmo me sentido muito bem. Mas receber essa notícia do médico tem uma importância que nem eu mesma consigo dimensionar. Quando voltei aqui para a Casa Glamurama, estava tão nas nuvens que nem sabia o que fazer do resto da minha tarde. Voltar para o computador me parecia, naquele momento, quase que irrelevante… Conversei com as pessoas com quem trabalho, telefonei para outras, próximas e queridas. Quero deixar bem claro aqui, que entendo perfeitamente que, neste espaço, tenho que pensar em vocês todos que me acompanham. Peço desculpas se às vezes não consigo escrever exatamente o que vocês estão esperando ler. Mas nesse momento de muita felicidade para mim, faço questão de pelo menos uma coisa: ter vocês por perto. Posso contar com isso?

Oi… Estou chegando devagarinho, de mansinho. Tantas chuvas depois, um Haiti desmantelado e mais um Carnaval chegando. Não é só o papa que é pop: o mundo é pop. Gira rápido, mas tão rápido que às vezes chega a dar tonturas. Nem as nuvens aguentam e respondem à sua maneira. Caribe, Salvador, São Francisco Xavier, São Paulo. Posso dizer? São Paulo é de amargar no verão. A montanha também não combina com esta estação. Adoro o Caribe, mas é em Salvador onde me recupero. Meu corpo e minha alma se dão muito bem lá. O mar verde-esmeralda no Yacht Clube. Mar de verdade, com balanço, colorido, muito sal, peixinhos e ouriços. Tudo de verdade. Pôr do sol para todos. Caipirinhas deliciosas – sim, eu adoro. Dias passados em Arembepe, almoços no Mar Aberto. A barraca do Swell, que nem água de coco tem. Praias vazias, nem parece que é verão, nem parece que é Bahia. Horas gastas em Salvador na varanda, olhando os barquinhos, os veleiros, o mar. Estrelas que entram dentro do quarto, iluminando a cama. Uma fruteira cheia de delícias locais, porteiros humildes que são pura simpatia. Táxis à vontade, é só ficar na calçada, não precisa nem fazer sinal. E mais: não se incomodam com corridas curtas, não fazem cara feia. Ah, como as férias são boas. E mais do que tudo, fundamentais. O que seria de nossa vida, sofisticada e cheia de glamour, sem elas?

Pôr do Sol de Salvador

Pôr do Sol de Salvador