Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Shalom, Salam. Em Israel é tudo meio a meio: meio árabe, meio judeu. Meio frio e meio calor. Mas que experiência… Hoje a coisa ficou mais louca: com vôos diretos – El Al, 14 horas, às vezes 13 -, a experiência de sair do Brasil, país tropical, e desembarcar depois de um jantar, dormir e um café da manhã, em Tel Aviv se tornou mais absurda. Simples também, mas desembarcar no Oriente Médio em um piscar de olhos praticamente nunca é, na verdade, uma coisa muito simples. É, no mínimo, muito simbólica. Um momento único. Pois bem: eu fiz isso. Fui, passei três dias em Jersualém e voltei, tudo tão forte e profundo que não consegui nem escrever de lá. Preferir deixar a poeira assentar…e cá estou eu. Essa viagem no tempo aconteceu a convite de um hotel de Jerusalém, o Mamilla, que existe há um ano e é único por vários motivos: pela localização, pela construção e pelo requinte dos detalhes, decoração e serviços. Tudo muito lindo, tudo muito especial. Mas a verdade é que desembarcar no aeroporto Ben Gurion, que fica em Tel Aviv, já é em si algo de muito especial. Israel é um lugar diferente. Polêmico. Suado, batalhado. As pessoas que moram lá são muito orgulhosas disso. A gente sente algo diferente no ar. As árvores de tâmaras, as pedras da cidade velha em Jerusalém, os religiosos andando nas ruas misturados com freiras, evangélicos e muçulmanos: de tudo um pouco, de tudo muito. Não foi a primeira vez que fui, mas garanto: o impacto continua grande. A gente tem muito a aprender. A observar em volta. Voltei para São Paulo remexida. Mas não é para isso, afinal, que as verdadeiras viagens servem?

Já estou com borboletas no peito… É o verão, ou melhor, a chegada dele que me deixa assim, um misto de feliz, muito, com ansiosa, também muito, e agitada, super. Tudo indica que terei um final de ano animado: cheguei há uma semana de Madri, uma viagem rápida mas intensa. Depois, veio o segundo turno das eleições, viva! Rio por três dias e semana que vem, Jerusalém. Muita agitação? Sim. Mas parece que essa é de fato a minha vida. Quando eu fui, uma das primeiras vezes, a uma astróloga fazer meu mapa astral, ela disse: “Você tem o Sol na nona casa, isso indica muitas viagens”. Até hoje escuto isso sempre que encontro minha astróloga – sim, eu gosto de astros, estrelas e planetas. Se eu viajo por causa disso ou se por causa disso eu viajo, tanto faz como fez. Mas o fato é que saindo por aí, pelo mundo, me sinto parte dele. Me sinto cada vez mais integrante desta enorme bola, ao mesmo tempo que sinto cada vez mais o quanto sou insignificante nesse movimento todo. Isso é muito bom, ter noção de que, na verdade, a gente é nada. Um grãozinho de areia perdido na imensidão do universo. Isso me dá tranquilidade e uma segurança de que, apesar de tudo o que faço e que adoro fazer e ser… Posso ficar quietinha no meu pedaço, sem ninguém me ver. Escondidinha. Tranquila.