Joyce Pascowitch Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

Parece que agora realmente as férias estão chegando. Sinto aquele sabor delicioso na boca, aquele aroma de far niente no ar. Tem coisa melhor que a véspera das férias? Não, para mim, não. As férias em si, por melhor que forem, não têm aquele sabor de tudo pode acontecer. Esse, só a véspera tem… E é isso exatamente que estou sentindo hoje. Desacelerando aos poucos. Alguns prazeres destes dias em que fiquei meio fora deste nosso espaço? Lichias do meu próprio sítio, plantadas por nós, que nosso caseiro trouxe e que nós aqui em casa comemos todos estes dias. Que coisa incrível, esse prazer que o de parecer tão nada mas que é único: comer o que a gente planta. No meio dessa loucura toda de compras de final de ano, parece até… sei lá o que. O forninho elétrico que ganhei dos empregados daqui de casa foi outro momento-emoção. Ah, e a “piranha” que usei pela primeira vez depois de muito tempo, para prender meus cabelos, hoje de tarde, foi outro, se não o mais importante momento desta época. Desde junho do ano passado, quando comecei um tratamento forte que me fez perder os cabelos, eu não tinha mais conseguido usar qualquer fivela, mesmo porque os cabelos estavam começando a crescer. Hoje fiquei muito emocionada ao usar, pela primeira vez depois de todo esse tempo difícil…uma “piranha”. Tenho pensado nestes dias na ministra Dilma, na foto que vi dela nos jornais, e entendo o que ela está passando. E mando daqui minha força e todas as esperanças para ela. Força, dona ministra, que agora é a parte onde tudo fica melhor. Sei que as emoções são muito fortes, misturadas com sentimentos variados. Sei que a isso se juntam as pressões de final de ano e, no caso dela, as políticas. Mas garanto que tudo isso que a gente passa e sente é a nossa história. E ela corre livre e solta mesmo que o ano esteja acabando.

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Parece mentira, mas o fato é que consegui. Balancei, fiquei meio assim… Mas estou chegando ao fim deste ano firme e forte. Isto é, nem tão forte assim, muito menos tão firme. Mas o fato é que voltei a dormir à noite, não sinto mais aquela ansiedade absurda e não acho o tempo todo que tem alguém com um rojão correndo atrás de mim… Ah, isso é o melhor. Sumiu o rojão aceso querendo me pegar. Parece loucura? Mas não é. Era assim que eu estava me sentindo, e parece que sumir de cena durante uma semana, fim de novembro, início de dezembro, me fez bem, muito bem. Mesmo que tenha sido em Nova York, uma cidade superagitada, porque o que interessa, na verdade, é a relação que a gente tem com ela – no caso, a cidade. Eu, por exemplo, no terceiro dia lá, comecei a dormir legal de novo. Desacelerei, relaxei, passeei, vi museus, galerias, lojas, pessoas, as ruas, o céu. Também comecei, há três semanas, sessões tipo acupuntura auricular – na orelha – e têm dado bastante certo. Surtido efeito. Mesmo com a gripe que peguei, me mantive de pé, dormindo bem à noite. Para estes tempos agitados de fim de ano não é nada mau… No mais, agora vou tratar de distribuir nestes dias os presentes de Natal que comprei para as pessoas mais próximas e curtir também os que recebi, lindos, muito especiais. Só falta segurar a ansiedade mais alguns diazinhos… Mas isso eu consigo. Com certeza.

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E-mail 1
 
“Você acha que faltam quantos anos pra gente se aposentar e ficar apenas inventando uns projetos esporádicos e criativos? Estou caminhando para isso. Quero precisar de muito pouco e usufruir de um máximo de serenidade e calma. Vamos? Juntos? Vai ser ótimo!!! (Não tomei
saquês…. Vim à beira-mar tomar uma brisa e deu vontade de falar com você sobre esse futuro idílico!

Beijos. À bientôt.”
 
E-mail 2
 
“No máximo quatro anos!!! Combinado!!! Quando farei 50 anos!!! Quero usufruir da VIDA com meus amigos queridos… como VOCÊ!!!! Vamos inventar um mundo sereno e ao mesmo tempo efervescente!!!! Beijos Toujours A.”
 
Recebi estes dois e-mails ontem à noite, de um amigo muito querido, com quem tenho muita, mas muita afinidade. Ele mora no Rio. Claro que respondi tanto um quanto o outro, mas hoje, aqui, quis falar dos e-mails dele para mim, e, espero que ele entenda, dividir com vocês momentos tão oníricos que eram na verdade dele e meus. Mas o fato é que esses e-mails me fizeram pensar muito, refletir, analisar, e, acima de tudo, sonhar. Não sei se é a época do ano ou se eu sou assim mesmo, mas o fato é que textos bem escritos, com alma, por pessoas próximas, que respeito, mexem muito comigo. Não tenho muito a acrescentar hoje. Apenas reafirmar o que tenho dito às vezes por aqui: sobre a importância de ter amigos de verdade, cuja alma se afine com a nossa. E da importância de sonhar. No mais, flashes, muito barulho e oba-oba não servem pra nada. Só pra quem precisa disso… Ah, desejo de verdade que vocês recebam e-mails parecidos com estes que entraram ontem de noite na minha caixa postal.

  Alguns dias fora de circulação e eu peço desculpas. Não me senti em condição de dividir com vocês as sensações dos dias de gripe forte, muita tosse, olheiras e cansaço. Muito cansaço. Mas nestes mesmos dias vivi sensações únicas. Encontros do passado que me fazem muito feliz, que me trazem ótimas lembranças. E que me fazem ver que estou no caminho certo. Outro almoço com um amigo de sempre, simpático, espirituoso – e poderoso, muito. Mas ele é como se fosse um garoto. Um garoto muito especial – delícia de estar junto. Gostoso saber que a gente é cada vez mais amigo, depois de tanto tempo… Muito bom mesmo. Estes dias também foram de pequenos grandes prazeres – como, por exemplo, o show de Bethania. Que coisa incrível, aquele jeito de se movimentar, de declamar poesias, de cantar. A camisa branca super bem usada e aquele monte de pulseiras de ouro, nos dois braços. Que prazer estar num teatro cheio, lotado, todos na mesma vibe, na onda de Bethania. Ar refrigerado no ponto certo – sim, isso faz toda a diferença! Enfim, uma noite muito especial para os poucos que conseguiram ir num dos três espetáculos que ela fez em São Paulo. Fora isso, o que é realmente que conta nessa vida? Espetáculos que nos comovem, encontros que nos aquecem a alma, corações que, apesar de tudo, caminham juntos. Não acho que a gente deva querer muito mais que isso: saúde, alegrias, momentos especiais – e um bom trabalho, claro. No mais, é bom pegar isso, se agarrar bem e não sonhar alto demais. Não vale – e o tombo pode machucar muito. Falou?

  Hoje passo rapidinho por aqui só para dizer que estou muito gripada. Tão congestionada que, acho, subiu para minha cabeça, meus neurônios. Tivemos o lançamento da nossa nova revista Modo de Vida nessa quarta, foi muito bom. No mais, anteontem fizemos o Pode Entrar! Foi a isso que se resumiu meus dias. Pouca coisa – que é para não gastar muita energia… Ela tem de ser dedicada a eu sarar logo deste resfriado-tosse-mal estar. Mas não queria deixar vocês sem uma explicação. Aqui está ela. Desculpem qualquer coisa. Volto logo.