Eu Joyce

Joyce Pascowitch

Mulher de várias mídias, Joyce Pascowitch – depois de trabalhar no mais importante jornal, TV e revistas do país – hoje comanda a sua própria editora, a Glamurama, o mesmo nome de um dos sites de maior audiência da internet, especialista em furos jornalísticos e citado frequentemente por publicações internacionais. Lançou ainda duas revistas, a JP, em formato menor, inovando mais uma vez no mercado editorial, na sequência, a PODER, que trata do tema com um olhar diferenciado, a Modo de Vida e a MODA.

15.05.2012 / 16:15 - Por: Joyce

Criando músculos

Mudanças não são coisas simples. São momentos especiais que marcam a vida da gente. No caso do Glamurama, não é diferente: muita gente vibrando, outras ainda penando um pouco até entender o novo formato e se acostumar a navegar. Sim, até para a gente aceitar coisas melhores a gente passa por momentos de angústia: o medo do “novo”. Na verdade, essa sensação é até saudável: houve, sim, uma mudança, e isso tem de ser sentido – se não, não é mudança. Por isso, se você, querido internauta, está se sentindo um pouco… perdido, não se preocupe. Já, já, isso passa. Crescer é assim mesmo. Dá um certo trabalho, mas sempre vale a pena. O principal: nossa essência é a mesma. E a gente está junto. Por falar em junto, o que foi aquele monte de obras de arte reunidas na SP-Arte, no fim de semana passado, na Bienal? Achei uma delícia passar quase quatro horas passeando pelos corredores, testando meus conhecimentos – sim, estudei história da arte por mais de dez anos –, descobrindo novos artistas e redescobrindo outros dos quais não ouvia falar há tanto tempo. Foi uma verdadeira viagem… em primeira classe, claro! Só coisas boas! Na sequência, um Dia das Mães delícia, com direito a cartão especial e, de presente, o livro “Nietzsche Para Estressados”. Esse filho, o meu, conhece bem a mãe que tem. Ele tem duas, aliás, a de verdade… e eu. E o melhor: sabe muito bem das duas. Isso é a vida. Mudando, crescendo, aceitando, se aprimorando, abrindo os horizontes. Dá trabalho? Sim, dá. Mas é bom, muito bom. Recomendo.

Cartão de Dia das Mães, o livro "Nietzsche para estressados" e obras de Stephan Doistchinoff e de Ernesto Neto na SP-arte: mudanças, carinho e programa primeira classe em São Paulo

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10.05.2012 / 21:51 - Por: Joyce

Novos tempos

Como vocês todos devem ter percebido, o Glamurama mudou. Cresceu, virou quase um portal. Nos últimos dias, antes de o novo site ir ao ar, o troca-troca de e mails entre editores, direção, repórteres, enfim, entre todos os envolvidos no projeto, foi grande. Afinal foram oito meses de estudos, de vai, de vem. Muito trabalho, muita discussão, muitas escolhas a serem feitas, muitos caminhos novos. Quando foi chegando a hora, emoção generalizada: muita gente chorando ao ver o novo “rebento” nascendo, cheio de energia e vigor. Confesso que, para mim, foi um marco. Uma coisa muito forte. Um momento novo, um outro patamar, um mundo. Pois bem: o novo Glamurama está no ar. Cheio de interatividade, cheio de “curti”, “amei”, “bafo” e por aí vai. Sobre tudo o internauta pode opinar, afinal, o melhor da rede é justamente isso: a liberdade de expressão. Nesse novo momento, as notas políticas, que tanto frequentaram minha coluna nos tempos de Folha de S.Paulo, voltam com tudo. Sim, teremos mais furos, mais temperatura e muita emoção. Também consumo, festas, programas, cultura, comportamento e moda: aqui tem de tudo. Do bom e do melhor. E mais: tudo muito bem apresentado. O esforço de toda nossa equipe foi enorme – e aqui vai meu sincero reconhecimento: que turma danada! Tudo valeu a pena. E vai valer ainda muito mais. A ideia é que você, querido internauta, curta muito. Porque nós, aqui, estamos adorando. E, nessa estrada, só vale mesmo se a gente for junto.

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23.04.2012 / 19:28 - Por: Joyce

Coisas de mulher

Este fim de semana foi de muita emoção. De profundidade, de revelações. Estive em contato com duas mulheres muito especiais: a Lavínia, criada por Marçal Aquino e levada ao cinema por Beto Brant, e a Zezé Macedo, vivida no palco por Betty Gofman, criada por Flávio Marinho. Em janeiro, enquanto estava em Salvador, eu li “Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios”. Fiquei muito impactada. O Pará de Marçal Aquino me lembrou a Colômbia de Gabriel García Márquez, meu escritor favorito. Fiquei mexida com o cenário, com a personagem, uma mulher muito, mas muito especial. Frágil mas extremamente forte. Tipo que deixa marca na gente. O filme é outra maravilha: atores, como Gero Camilo e principalmente Camila Pitanga, que chegou ao lugar que, imagino, toda atriz sonharia chegar: nas profundezas da alma. Fiquei muito ligada ao Pará desde que fui a Belém, para um trabalho, no final do ano passado. No filme, até do carimbó, aquela dança que agora Gaby Amarantos hypou, eu gosto. Amo. Todo aquele cenário amazônico, aquela história densa, profunda, tudo mexeu comigo. Recomendo super. Eu e todos as críticas que tenho lido. No dia seguinte, fui assistir ao espetáculo “A Vingança do Espelho”, sobre a vida de Zezé Macedo, a estrela gauche das chanchadas brasileiras. Betty Gofman dá um banho em cena, de carona na vida inusitada de uma atriz famosa por ser muito feia. Zezé Macedo, além da carreira vencedora, com a qual sonhou desde pequena, nunca achou que o fato de não ser bonita iria lhe atrapalhar. Tinha autoestima lá em cima e, se não teve um início de vida feliz, depois se casou com um rapaz dez anos mais moço, com quem ficou junto até ela morrer, 36 anos depois. A peça mostra muita coisa. Faz a gente pensar – e repensar conceitos e ideias pré-estabelecidas que, na verdade, fazem muito pouco sentido. Uma espécie de breque para essa loucura narcisista que a gente vive. Duas mulheres muitos especiais: Lavínia e Zezé. Com histórias muito difíceis, mas que, à maneira delas, chegaram lá.

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2.04.2012 / 19:11 - Por: Joyce

Tipo filme

Fui madrinha de um casamento muito especial neste sábado. O noivo é meu treinador, faço ginástica e troco não confidências, mas experiências com ele há quase 12 anos. Ele era viúvo, perdeu a mulher muito cedo, ela com 30 e poucos anos. Eu conhecia bem os dois e acompanhei tudo: a descoberta da doença dela, o diagnóstico tardio e o duro tratamento, até o final. Ele era um excelente marido, especial mesmo. Pois bem, encontrou uma nova companheira, uma moça bacana, e se casou no sábado. Era em um sítio, perto de Itapecerica da Serra, lugar bonito. Mas… na hora de os padrinhos se prepararem para entrar, o noivo falou: “Joyce, assim como você, Fabio e Moraes também estão sozinhos. Vocês se incomodam de entrarem os três juntos?” O quê??? Que saia godê! Na hora, nós três juntos olhamos e topamos a sugestão. E, na hora H, entramos na passarela vermelha. Depois de vários casais ortodoxos, nós: os empresários – e meus amigos! – Fábio Meneghini, Marcos de Moraes… e eu! De braços dados – com os dois! A sensação? Não tenho palavras para explicar: de-li-ci-o-sa! Como é bom fazer as coisas diferentes, da maneira como elas chegam e se mostram – não como deveriam ser. Como é bom tomar atitudes heterodoxas em momentos tão ortodoxos. A cerimônia foi uma coisa, claro, especial para os noivos, imagino, e também para parentes e amigos. Mas, principalmente para mim, uma espécie de dona Flor às avessas, e meus dois “maridos”.

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19.03.2012 / 17:15 - Por: Joyce

Utópica

Neste domingo assisti a uma reportagem sobre Raul Seixas na TV. Desde pequeno, meu filho Fábio era louco por Raul Seixas. Eu sempre gostei das letras, das músicas, do jeito e da maluquice-beleza dele. Ontem, enquanto assistia às peraltices de Raulzito no Fantástico, resolvi postar no Twitter o quanto eu gostava dele, o quanto eu o homenageava e também a todos os malucos-beleza do país. Não é que recebi de volta várias mensagens dizendo coisas do tipo “Mas você gosta de Raul Seixas? Jamais pensei” etc etc. Achei meio engraçado eu ser cobrada sobre isso porque, para mim, faz o maior sentido Raul e eu, eu e Raul. Mas tenho de concordar: minha imagem talvez esteja um tanto despregada da verdadeira realidade. Sempre tive alma hippie, sempre gostei de viajar pelo Brasil me perdendo em lugares onde gente como eu não ia. Também adoro campeonatos de surf na TV. Tá bom que também amo uma novela… mas sempre fui “gauche”. Mesmo porque sou a terceira filha mulher de minha família – e alguma coisa eu tinha de fazer para chamar atenção. Pois bem: nada mais natural do que eu ser fã de Raul Seixas, que exprimia muito bem muitas das coisas que eu sinto e acredito. Para mim, maluco-beleza é tipo um superelogio. Chamar alguém assim quer dizer que eu tenho a pessoa em alta conta. Será que esse papo está qualquer coisa? Será que estou pra lá de Marrakech? Não, essa sou eu. Meio aliche, meio mozzarella. Mas sempre bem temperada – isso, quando não desanda…

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