Eu, Joyce

  RSS Adoro!

08/02

segunda-feira

16h39

Dia de princesa

Domingos são dias esquisitos. São bons porque a gente pode acordar a hora que quiser, e isso eu adoro. Mas às vezes podem ser tediosos justamente porque são véspera das segundas-feiras. Mas este domingo de sol de rachar e calor infernal foi diferente. Eu tinha ido ao Rio na sexta cedo, tive um final de tarde na praia do Leblon, um jantar delicioso e voltei no sábado na hora do almoço. Não consegui ir ao show de Beyoncé, porque quase fiquei presa numa marginal inundada, alagada e cheia de raios por todos os lados. Pois bem: depois da sexta deliciosa no Rio e um sábado alagado, foi no domingo que vivi um dos dias mais gostosos dos últimos tempos. Fui almoçar na casa de Hector Babenco, que fazia aniversário. Gosto muito dele, do jeito dele, de seu humor. Tinha um monte de gente bacana e uma paella deliciosa. Sim, geralmente sou pega pelo estômago… mas o clima estava tão relax, tão cool, todos os amigos felizes, Hector mais ainda. Saindo de lá resolvemos ir ao cinema assistir ao filme com George Clooney. Não consigo decorar o nome, mas também tudo bem, porque o nome em português não quer dizer nada sobre o filme, que conta a história de um cara que viaja cruzando os Estados Unidos só demitindo funcionários de grandes empresas. Ele vive disso. Já tinha lido sobre o filme, mas fiquei muito bem impressionada com tudo: roteiro, direção, história e principalmente com o próprio protagonista. Para mim ele virou um Robert de Niro, um Dustin Hoffman. George Clooney está genial no papel. Um filme que mexe com gente que vive neste século 21, cheio de incertezas. Ótimo para terminar um fim de semana de maneira inteligente.


03/02

quarta-feira

17h37

Aleluia

Recebi vários posts em função do que escrevi sobre Salvador e férias. Muita gente gostou. Outros criticaram e alguns pediram para eu escrever mais sobre modismos e aquelas coisas todas que muita gente gosta de ler –e eu, de escrever. Só que às vezes minha cabeça vagueia para outros lugares. Hoje, por exemplo , estou muito, mas muito feliz. Fui no meu médico, dr. Sergio Simon, com quem fiz tratamento para combater um câncer que tive na mama, e ele me disse que eu estava muito bem. Eu tenho mesmo me sentido muito bem. Mas receber essa notícia do médico tem uma importância que nem eu mesma consigo dimensionar. Quando voltei aqui para a Casa Glamurama, estava tão nas nuvens que nem sabia o que fazer do resto da minha tarde. Voltar para o computador me parecia, naquele momento, quase que irrelevante… Conversei com as pessoas com quem trabalho, telefonei para outras, próximas e queridas. Quero deixar bem claro aqui, que entendo perfeitamente que, neste espaço, tenho que pensar em vocês todos que me acompanham. Peço desculpas se às vezes não consigo escrever exatamente o que vocês estão esperando ler. Mas nesse momento de muita felicidade para mim, faço questão de pelo menos uma coisa: ter vocês por perto. Posso contar com isso?


01/02

segunda-feira

17h13

Pé no chão

Oi… Estou chegando devagarinho, de mansinho. Tantas chuvas depois, um Haiti desmantelado e mais um Carnaval chegando. Não é só o papa que é pop: o mundo é pop. Gira rápido, mas tão rápido que às vezes chega a dar tonturas. Nem as nuvens aguentam e respondem à sua maneira. Caribe, Salvador, São Francisco Xavier, São Paulo. Posso dizer? São Paulo é de amargar no verão. A montanha também não combina com esta estação. Adoro o Caribe, mas é em Salvador onde me recupero. Meu corpo e minha alma se dão muito bem lá. O mar verde-esmeralda no Yacht Clube. Mar de verdade, com balanço, colorido, muito sal, peixinhos e ouriços. Tudo de verdade. Pôr do sol para todos. Caipirinhas deliciosas – sim, eu adoro. Dias passados em Arembepe, almoços no Mar Aberto. A barraca do Swell, que nem água de coco tem. Praias vazias, nem parece que é verão, nem parece que é Bahia. Horas gastas em Salvador na varanda, olhando os barquinhos, os veleiros, o mar. Estrelas que entram dentro do quarto, iluminando a cama. Uma fruteira cheia de delícias locais, porteiros humildes que são pura simpatia. Táxis à vontade, é só ficar na calçada, não precisa nem fazer sinal. E mais: não se incomodam com corridas curtas, não fazem cara feia. Ah, como as férias são boas. E mais do que tudo, fundamentais. O que seria de nossa vida, sofisticada e cheia de glamour, sem elas?

Pôr do Sol de Salvador

Pôr do Sol de Salvador


19/01

terça-feira

17h54

Última moda

Fiquei encantada ao entrevistar hoje no “Pode Entrar!â€, o programa de TV do Glamurama, Cecilia Dean. Ela mora em Nova York e é editora da revista “Visionaire†e também da “Vâ€, as duas, luxuosas. Mulher moderna, muito elegante, antenada, cool e simpática, muito simpática. Mas o que mais me chamou a atenção entre todas essas qualidades foram duas coisas que ela falou no meio da entrevista. Não foi um comentário sobre moda, que ela domina como poucas, não foi sobre arte ou sobre suas revistas. O que eu gostei mesmo foi que ela falou que mudou de Manhattan para o Brooklin por causa do namorado. E que só mesmo um namorado para fazer uma mulher como ela mudar assim completamente de cenário e de endereço. Outra coisa: Cecilia Dean, quando perguntada sobre endereços secretos em Nova York, seus lugares preferidos,  disse que, para ela, programa bom é…comer! Acreditem se quiserem! Enfim, uma mulher de verdade!  Finalmente alguém que além de estar na moda…gosta de comer bem e assume que muda de vida por causa de um namorado. Ah, isso é que é mulher de carne e osso. Mulher inteligente, moderna. Isso é que é ser elegante. E não usar cabelo comprido, roupa da moda e salto alto.


18/01

segunda-feira

17h04

Muito além da patrulha

Passei por aqui de novo. Meio que até com medo de assumir diariamente este espaço. Se não gosto daqui? Adoro! Só estou relutando em abandonar as férias…coisa difícil para mim. Principalmente quando é verão. Mas agora, já de volta a São Paulo e na loucura da SPFW, cá estou eu. Voltei um pouco ao Twitter, também meio devagar, meio “baianaâ€, calma, muito relax….E logo de cara recebi uma reposta que eu era fútil, porque mesmo com as tragédias do Haiti e outras, como a de Angra, eu falava de desfiles, de moda, de almoços de domingo. O fato é que eu não deixo de sentir ou de me preocupar pelo simples fato de não ter falado disso no Twitter. Primeiro porque nos dias em que as tragédias ocorreram, eu estava de férias, sem blog ou sem post algum. Segundo, o mínimo que a gente pode ter é liberdade de expressão –desde que não ofenda ninguém, é claro. Mas o fato é que, sim, claro, fiquei muito triste como todo mundo, muito desiludida da vida com a trajetória de horrores no Haiti, que não vem de hoje e que parece que não vai acabar tão cedo. Sobre Angra dos Reis, mais uma tragédia fartamente anunciada. Quanto pouco caso…Mas muito além da tristeza, quero preservar das poucas coisas que me cabem: liberdade. De ir e vir. De escrever. E de pensar.


07/01

quinta-feira

15h59

Abre-alas

Saravá 2010! Chegando atrasada, para dar um alô e dizer que não, não sumi. A questão é que aproveitei as férias de final do ano de verdade: dei um tempo neste blog, sumi do twitter e, quer saber? Acho que fiz muito bem. Adoro modernidade, interatividade, conversas. Mas como tudo na vida, preciso dar um tempo. E eu estava precisada mesmo. Acabei o ano sem respirar, como muita gente, e essas férias me ajudaram a voltar ao prumo - se é que tenho um… Nesse tempo, li um livro excelente, da jornalista Lionel Schriver, do “The Guardianâ€, “O Mundo Pós-Aniversárioâ€, um romance excelente, muito bem escrito, papa fina mesmo. Recomendo muito. Acho que é bem disso que a gente precisa nas férias: outras conexões, informações, prazer e conteúdo. Sem aceleração, claro… Pelo menos nesses poucos dias que a gente tem para relaxar, desanuviar, se reciclar. Estou louca para ir ao cinema, ver o filme de Almodóvar e também “I Love New Yorkâ€. Estou me preparando para a SPFW - com pitaco antes pelo Fashion Rio. Sinto que o ano, apesar de todas as catástrofes que têm acontecido por aqui, começa cheio de energia. Seria isso energia em excesso? Não entendo bem. Mas entendo, sim, que começos são sempre cheios de força e, principalmente, esperança. E mais: aproveitei estes dias para continuar tipo meia-boca de volta aqui a São Paulo. Meio que trabalhando, meio que de férias. Muito bom isso. Vou circular mais um pouco e vou passando para dar oi aqui. Eu também estou em ritmo de recomeço. E estou adorando…


23/12

quarta-feira

21h03

Pequena mensagem para dona ministra

Parece que agora realmente as férias estão chegando. Sinto aquele sabor delicioso na boca, aquele aroma de far niente no ar. Tem coisa melhor que a véspera das férias? Não, para mim, não. As férias em si, por melhor que forem, não têm aquele sabor de tudo pode acontecer. Esse, só a véspera tem… E é isso exatamente que estou sentindo hoje. Desacelerando aos poucos. Alguns prazeres destes dias em que fiquei meio fora deste nosso espaço? Lichias do meu próprio sítio, plantadas por nós, que nosso caseiro trouxe e que nós aqui em casa comemos todos estes dias. Que coisa incrível, esse prazer que o de parecer tão nada mas que é único: comer o que a gente planta. No meio dessa loucura toda de compras de final de ano, parece até… sei lá o que. O forninho elétrico que ganhei dos empregados daqui de casa foi outro momento-emoção. Ah, e a “piranha” que usei pela primeira vez depois de muito tempo, para prender meus cabelos, hoje de tarde, foi outro, se não o mais importante momento desta época. Desde junho do ano passado, quando comecei um tratamento forte que me fez perder os cabelos, eu não tinha mais conseguido usar qualquer fivela, mesmo porque os cabelos estavam começando a crescer. Hoje fiquei muito emocionada ao usar, pela primeira vez depois de todo esse tempo difícil…uma “piranha”. Tenho pensado nestes dias na ministra Dilma, na foto que vi dela nos jornais, e entendo o que ela está passando. E mando daqui minha força e todas as esperanças para ela. Força, dona ministra, que agora é a parte onde tudo fica melhor. Sei que as emoções são muito fortes, misturadas com sentimentos variados. Sei que a isso se juntam as pressões de final de ano e, no caso dela, as políticas. Mas garanto que tudo isso que a gente passa e sente é a nossa história. E ela corre livre e solta mesmo que o ano esteja acabando.


17/12

quinta-feira

16h30

Mamãe Noel

blog-17_12

Parece mentira, mas o fato é que consegui. Balancei, fiquei meio assim… Mas estou chegando ao fim deste ano firme e forte. Isto é, nem tão forte assim, muito menos tão firme. Mas o fato é que voltei a dormir à noite, não sinto mais aquela ansiedade absurda e não acho o tempo todo que tem alguém com um rojão correndo atrás de mim… Ah, isso é o melhor. Sumiu o rojão aceso querendo me pegar. Parece loucura? Mas não é. Era assim que eu estava me sentindo, e parece que sumir de cena durante uma semana, fim de novembro, início de dezembro, me fez bem, muito bem. Mesmo que tenha sido em Nova York, uma cidade superagitada, porque o que interessa, na verdade, é a relação que a gente tem com ela – no caso, a cidade. Eu, por exemplo, no terceiro dia lá, comecei a dormir legal de novo. Desacelerei, relaxei, passeei, vi museus, galerias, lojas, pessoas, as ruas, o céu. Também comecei, há três semanas, sessões tipo acupuntura auricular – na orelha - e têm dado bastante certo. Surtido efeito. Mesmo com a gripe que peguei, me mantive de pé, dormindo bem à noite. Para estes tempos agitados de fim de ano não é nada mau… No mais, agora vou tratar de distribuir nestes dias os presentes de Natal que comprei para as pessoas mais próximas e curtir também os que recebi, lindos, muito especiais. Só falta segurar a ansiedade mais alguns diazinhos… Mas isso eu consigo. Com certeza.


15/12

terça-feira

14h48

Correspondência

blog3

E-mail 1
 
“Você acha que faltam quantos anos pra gente se aposentar e ficar apenas inventando uns projetos esporádicos e criativos? Estou caminhando para isso. Quero precisar de muito pouco e usufruir de um máximo de serenidade e calma. Vamos? Juntos? Vai ser ótimo!!! (Não tomei
saquês…. Vim à beira-mar tomar uma brisa e deu vontade de falar com você sobre esse futuro idílico!

Beijos. À bientôt.â€
 
E-mail 2
 
“No máximo quatro anos!!! Combinado!!! Quando farei 50 anos!!! Quero usufruir da VIDA com meus amigos queridos… como VOCÊ!!!! Vamos inventar um mundo sereno e ao mesmo tempo efervescente!!!! Beijos Toujours A.â€
 
Recebi estes dois e-mails ontem à noite, de um amigo muito querido, com quem tenho muita, mas muita afinidade. Ele mora no Rio. Claro que respondi tanto um quanto o outro, mas hoje, aqui, quis falar dos e-mails dele para mim, e, espero que ele entenda, dividir com vocês momentos tão oníricos que eram na verdade dele e meus. Mas o fato é que esses e-mails me fizeram pensar muito, refletir, analisar, e, acima de tudo, sonhar. Não sei se é a época do ano ou se eu sou assim mesmo, mas o fato é que textos bem escritos, com alma, por pessoas próximas, que respeito, mexem muito comigo. Não tenho muito a acrescentar hoje. Apenas reafirmar o que tenho dito às vezes por aqui: sobre a importância de ter amigos de verdade, cuja alma se afine com a nossa. E da importância de sonhar. No mais, flashes, muito barulho e oba-oba não servem pra nada. Só pra quem precisa disso… Ah, desejo de verdade que vocês recebam e-mails parecidos com estes que entraram ontem de noite na minha caixa postal.


14/12

segunda-feira

17h09

Bons bocados

  Alguns dias fora de circulação e eu peço desculpas. Não me senti em condição de dividir com vocês as sensações dos dias de gripe forte, muita tosse, olheiras e cansaço. Muito cansaço. Mas nestes mesmos dias vivi sensações únicas. Encontros do passado que me fazem muito feliz, que me trazem ótimas lembranças. E que me fazem ver que estou no caminho certo. Outro almoço com um amigo de sempre, simpático, espirituoso - e poderoso, muito. Mas ele é como se fosse um garoto. Um garoto muito especial - delícia de estar junto. Gostoso saber que a gente é cada vez mais amigo, depois de tanto tempo… Muito bom mesmo. Estes dias também foram de pequenos grandes prazeres – como, por exemplo, o show de Bethania. Que coisa incrível, aquele jeito de se movimentar, de declamar poesias, de cantar. A camisa branca super bem usada e aquele monte de pulseiras de ouro, nos dois braços. Que prazer estar num teatro cheio, lotado, todos na mesma vibe, na onda de Bethania. Ar refrigerado no ponto certo – sim, isso faz toda a diferença! Enfim, uma noite muito especial para os poucos que conseguiram ir num dos três espetáculos que ela fez em São Paulo. Fora isso, o que é realmente que conta nessa vida? Espetáculos que nos comovem, encontros que nos aquecem a alma, corações que, apesar de tudo, caminham juntos. Não acho que a gente deva querer muito mais que isso: saúde, alegrias, momentos especiais – e um bom trabalho, claro. No mais, é bom pegar isso, se agarrar bem e não sonhar alto demais. Não vale – e o tombo pode machucar muito. Falou?