Eu Joyce

Joyce Pascowitch

Jornalista renomada e de grande destaque no Brasil e no exterior, Joyce Pascowitch comanda o Grupo Glamurama, que publica o site Glamurama, um dos veículos de maior audiência da internet, citado frequentemente por publicações internacionais. Além do site, o Grupo também edita as revistas Joyce Pascowitch, PODER, Modo de Vida e MODA.

21.07.2014 / 18:14 - Por: Joyce

Um espírito livre

Acho que foi um dos elogios que eu mais gostei. De todos que eu recebi –e dos que eu me lembro, é claro. Foi em Miami, no apartamento –maravilhoso– de minha amiga Conceição. Eu estava em frente ao espelho, na sala, perguntando a meu amigo Paulo Marcelo, com quem eu ia sair pra jantar, se eu estava bem, se a roupa que eu usava estava boa. Antes que ele esboçasse qualquer resposta, o motorista –e gerente geral– de Conceição, que estava na cozinha, aberta para a sala, respondeu: “Você está ótima. Você tem estilo. Você é um espírito livre”. Primeiro, o choque. Mas rapidinho, o sorriso largo: amei aquela participação especial. Amei mais ainda Moustafá –esse é seu nome– me incluir na categoria dos “free spirit”. E mesmo sem me conhecer tanto assim. Ele apenas me viu cantando e dançando no carro e pedindo para ele me levar no Shorty’s –meu restaurante preferido em Miami– para comer milho na espiga. Nunca eu tinha pensado nisso, nem me visto como tal. Mas a partir daquele momento, a percepção de Moustafá –que havia me conhecido apenas dois dias antes– me abriu os olhos para o mundo que eu tanto admiro, mas do qual eu não tinha ideia que fazia parte. Lembrei dos hippies, de “Hair”, dos novos Baianos, de Arembepe. Das praias mais bohemians de Mykonos. Dos surfistas do Arpoador. Dos banhos de cachoeira em São Francisco Xavier, das férias na praia do Forte quando não existia nem hotel nem nada por lá, apenas praias vazias, muito vazias. Tudo isso, na verdade, sou eu. Pode até não parecer muito. Mas quem me conhece entende que é bem por aí. Em tempos tão esquisitos, tão complicados, vejo como um alento ser um espírito livre. Ser reconhecida como tal, melhor ainda.

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11.07.2014 / 08:43 - Por: Joyce

Brasil, Alemanha e Copa do Mundo: muita história pra contar

Me deu a maior vontade de conversar hoje de trás pra frente. Começando pelos últimos “eventos” e seguindo até o ponto onde a gente parou de conversar. Faz tempo, aliás… A questão é: dá pra falar de alguma coisa que não seja Copa do Mundo? Se alguém tiver alguma ideia, levante a mão, por favor. Bem alto, pra eu poder ver. Preciso deixar bem claro: eu não sou parte da turma que está chorando as pitangas, não. Acho muito bom vencer, claro, mas acho isso exceção. A vida não é feita de tantos ganhos assim. Mas acho que o fato de o Brasil ter levado uma super lavada da Alemanha rendeu, convenhamos, muita história, muita coisa engraçada, nas redes sociais ou na vida real. Levar de 7 a 1, tem coisa mais engraçada? Mais absurda? Todo mundo tem uma história pra contar sobre o jogo. Todo mundo estava assistindo, todo mundo foi fazer pipi no banheiro ou pegar uma bebida e todo mundo pensou que era replay, na hora que voltou pra sala. Pode ser mais engraçado? O time de Felipão nunca prometeu muito, não. Não que os meninos não sejam bons, mas ao ver gigantes como Alemanha, Holanda e Argentina jogarem, até eu, que não sou do ramo, percebi que a gente só chegaria lá com muita macumba. Da brava. Pelo visto, Neymar foi poupado. Sorte dele. Mas já que a gente não chegou à final, o que me resta é fazer o que eu sei fazer bem: trabalhar, produzir, avançar. Me preocupar com toda essa gente que trabalha comigo. Pensando bem, será que não teria sido melhor ter chamado aquele sósia do Felipão, aquele do “Zorra Total”, pra dar um jeito na seleção?  Ele questionava a defesa, disse que confiava no Neymar e no Oscar, e apontou Alemanha e Holanda como adversários quase imbatíveis. Palmas pra ele!

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3.04.2014 / 18:05 - Por: Joyce

Singapura com “s”

Para quem nunca tinha ido à Ásia, de repente ir duas vezes em dois meses? Pois bem, foi exatamente isso o que aconteceu. Cerca de 45 dias depois de eu ter voltado de uma viagem de sonho por todos aqueles lugares incríveis –o que já contei aqui, Laos, Vietnã, Camboja-… bem, fui parar em Cingapura dia 17 de março. Cingapura é com C em português e eu detesto isso. Em inglês é Singapore e eu cismo de escrever Singapura. Acho chic. Enfim, o fato é que convidada pela Singapore Airlines para conhecer o país – que é uma cidade, um estado, uma ilha-, confesso que fiquei totalmente fascinada. Ao chegar, depois de uma parada estratégica em Barcelona – sim, amei!–, e mais umas 13 horas de voo, eis que cheguei num aeroporto incrível e numa cidade meio Jetsons, meio sudeste asiático. Singapura – sorry, dicionário – é um pouco de um, um pouco de outro, daí talvez todo o seu encanto. Um lugar que deu e dá certo, desde que os ingleses foram embora. Lugar de gente feliz, civilizada, respeitosa e honrada. Aliás, percebi que honra para eles é o artigo mais importante. Honra, respeito e orgulho de serem cidadãos de lá. Esse orgulho é retribuído pelo governo em forma de segurança – não há crimes por lá, assaltos ou coisas do gênero -, limpeza e manutenção das obras e lugares públicos, sistema de saúde. É um case pra gente acompanhar, avaliar, estudar e se inspirar. Fiquei num hotel excelente – o Mandarin Oriental–, com uma vista tão incrível da cidade que eu jamais fechei as cortinas durante os quatro dias que pass​ei lá. Tive também um guia e um motorista à minha disposição, obra do escritório de turismo de lá, o STB. Posso dizer que tive uma mega aula de civilidade, de modernidade e de pujança. Voltei muito impressionada. E recomendo. Bem-vindo, futuro.

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27.03.2014 / 01:16 - Por: Joyce

A beleza exótica de Cingapura

Aqui, algumas das fotos mais incríveis da minha viagem a Cingapura. Já, já, um texto novinho em folha!

Room with a view... Boa noite, Singapura! Lugar incrível! Surpresa boa! #singaporeairlines #mandarinoriental

Orquídea mais que selvagem: pérola do Botanic Garden #singapore

chinatown #singapore

Obra impactante. Arquiteto Moshe Safdie. #singaporeSeguir

Mulheres de Singapura. Old times. National Museum #singapore

Singapore rocks! Haji Lane

Maravilha o Botanic Garden #singapore !Seguir

Direto pro spa, claro! Singapore Mandarin OrientalSeguir

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11.02.2014 / 17:34 - Por: Joyce

Perdas e ganhos

O ano mal começou, e as coisas ficaram muito feias pro meu lado. Perdemos, minha família e eu, um funcionário querido que trabalhava há 30 anos na casa de minha mãe, o Nivaldo. Cozinheiro de mão cheia e ser humano de primeira. Foi atropelado e não resistiu. Ele nos faz muita falta. Muita. Antes disso, perto do Natal, minha farmacêutica querida, da Weleda perto da minha casa, com quem eu tinha uma relação próxima, também morreu, do coração. Bel já está fazendo falta. E foi assim que meu ano começou. Mas talvez por merecimento, acredito, minha vida deu uma guinada, e graças a uma amiga querida, fui parar no Vietnã. A viagem, maravilhosa, foi com um grupo de amigos. No total éramos nove, e incluiu Laos, Cambodja e norte da Tailândia, no Golden Triangle, como eles chamam o pedaço onde se plantava ópio, do ladinho de Myanmar. Não sei se foi o grupo, afinadíssimo e divertidíssimo, ou esses lugares encantados, ou tudo junto, mas o fato é que posso dizer que essa se transformou na melhor viagem da minha vida. E eu também, acho, me transformei numa coisa que ainda não entendi direito: tô mais calma, mais tranquila, mais feliz. A sensação de imensidão, de sair daqui, passar por Veneza e desembarcar em Hanói mexeu com minhas raízes, com as estruturas. Tirou minhas carcaças e me deixou leve e solta. No Laos, me senti hippie, na vibe dos monges budistas que acompanhei às 5 da manhã – isso depois de dormir uma noite num barco em Halong Bay, talvez o lugar mais bonito do mundo. Depois, foi Siem Reap, Cambodja, que me pegou: amei as pessoas, a vegetação, as ruínas e, de novo, a vibe incrível e a alegria. O ponto final foi uma reserva de elefantes no norte da Tailândia, perto de Chiam Rai, onde a gente dormiu em tendas –luxuosas, bem entendido, assim como os hotéis da rede Aman onde nos hospedamos no Laos e Cambodja, uma loucura. Voltei encantada, feliz. Cheia de energia. E certa de que tem muito mais entre o céu e a terra do que pensa nossa vã filosofia.

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